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Mali substitui cúpula militar depois de massacre

O presidente do Mali substituiu os chefes do Estado-Maior do Exército e da Força Aérea, na sequência do ataque contra uma aldeia da etnia "peul" no centro do país que se saldou em 135 mortos no sábado. O massacre, que constitui o mais mortífero episódio de violência interétnica dos últimos seis anos, foi vivamente condenado pela União Europeia, que apelou a "medidas imediatas" para garantir a segurança da população, nomeadamente através do "desarmamento e desmantelamento de todas as milícias" no país. O governo do Mali ordenou ainda a dissolução da milícia anti-jihadista "Dan Nan Ambassagou", composta por grupos de "autodefesa" da etnia "dogon" suspeitos de estarem por trás do ataque contra a aldeia de Ogossagou. O ataque teve lugar durante a visita ao país e ao vizinho Burkina Faso de uma delegação do Conselho de Segurança da ONU e apenas uma semana depois de um grupo com ligações à al-Qaeda ter reivindicado uma outra ação contra um campo do Exército em Dioura, que resultou na morte de 26 soldados. Desde que apareceu há quatro anos, no centro do Mali, um grupo jihadista liderado pelo predicador Amadou Koufa, constituído essencialmente por membros da comunidade "peul", têm-se multiplicado os confrontos com as etnias "bambara" e "dogon".
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