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No meio das ratazanas, migrantes sonham com vida melhor

Conhecida pelas paisagens encantadoras, a ilha grega de Samos é hoje sinónimo de uma realidade bem mais dura. A menos de dois quilómetros da Turquia, a ilha grega de Samos alberga um dos cinco centros de registo para requerentes de asilo do norte do Mar Egeu. Concebido para receber 650 pessoas, o campo acolhe 4000 migrantes. A euronews entrevistou uma requerente de asilo originária do Uganda. Sarah ensinava Ciências Políticas na Universidade e era militante dos direitos cívicos. Foi ameaçada e teve de fugir. Como tantos outros migrantes, aguarda, há oito meses, a resposta das autoridades ao pedido de asilo. O lixo e a luta diária contra as ratazanas "A situação aqui é 'cada um por si e Deus por todos'. Toda a gente sobrevive. Aqui vive-se como na selva. Antes de vos mostrar onde moro, quero mostrar o lixo. Vivemos entre os ratos, as serpentes e todo o tipo de bichos. Mas temos de avançar. Não podemos parar de viver. É a vida. É a realidade. É isto a Europa?", exclamou a requerente de asilo do Uganda. A espera interminável e as más condições de vida "Há muitos ladrões. Nós chamamos-lhes Ali Baba. Esta é a minha minicozinha, aqui estão os meus utensílios. Tenho muita sorte por ter um saco de cama de inverno. Fui eu que o comprei. Sou uma mulher, não posso sair à noite, por isso, uso este bacio quando preciso de ir à casa de banho e tenho ventilação, tenho uma janela. Temos problemas com ratos e ratazanas, por isso penduro a comida aqui", contou a requerente de asilo. A esperança de uma vida melhor Sarah tem três filhas que ficaram no Uganda. Elas sabem que a mãe está na Grécia, mas, ignoram as condições em que vive. É pelas filhas que Sarah não desiste. "Somos refugiados. Temos um objetivo, um sonho, uma esperança. Não seremos sempre refugiados. Sabemos que um dia as coisas vão melhorar", disse a requente de asilo. Sarah frequenta todos os dias o centro de ajuda aos migrantes onde dá aulas de inglês, uma atividade que faz a diferença, no quotidiano. "É muito importante para mim, não apenas para a minha autoestima, mas, também, para a minha carreira. Dá-me força saber que há pessoas com vontade de aprender e de melhorar. A vida na selva é a vida na selva. Mas, aqui, é um pouco diferente. Aqui sentimo-nos humanos. Há um sentimento de pertença e um desejo de viver, de nos tornarmos melhores", concluiu a requerente de asilo do Uganda.
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