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Partidos de Le Pen e Salvini dão impulso à direita populista

Estas eleições europeias ficaram marcadas pelo crescimento das fações nacionalistas e populistas de direita. Os próximos tempos dirão se se trata de um verdadeiro ressurgimento destas correntes ou de um mero cartão amarelo aos partidos tradicionais. Em França, a União Nacional, de Marine Le Pen , ficou em primeiro lugar, à frente do República em Marcha , o partido do presidente Emmanuel Macron . "Esta polarização confirma que a cena política está agora dividida entre nacionalistas e globalistas. É essa a tendência que domina a nossa vida política e parece estar para durar.", disse Le Pen. Embora relegado para o segundo lugar, o partido de Macron dá um imporante contributo para o grupo dos liberais, um dos que mais cresceram e se afirma como terceiro maior grupo no hemiciclo de Estrasburgo. Outro vencedor foi o principal aliado de Le Pen na Europa, Matteo Salvini , líder da Liga e atual ministro do Interior em Itália, apostado em construir um novo grupo político no Parlamento Europeu, que deve juntar pelo menos 55 deputados. "É a primeira vez que os italianos podem mudar o equilíbrio de poder na Europa", disse Salvini antes das eleições. O grupo de Salvini no Parlamento Europeu pode ganhar ainda mais força se absorver os deputados do Fidesz , o partido do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán , que consegue uma vitória esmagadora sobre todos os outros partidos. Também na Polónia , o partido Lei e Justiça , atualmente no poder e conotado com esta corrente política, triunfou nestas eleições. Entre os partidos que lideram a onda da direita populista, só a Alternativa para a Alemanha parece ter dececionado, com uma votação a rondar os 10 por cento. Os partidos da coligação de governo perderam força, mais foi para os Verdes, que foram a segunda força mais votada, e não para a AfD. A direita radical e populista afirmou-se nestas eleições, prepara-se para constituir um grupo forte no Parlamento Europeu, mas sem a onda avassaladora que alguns tinham previsto.
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