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Sondagens à boca das urnas indiciam viragem à esquerda no governo

O Partido Trabalhista está a ser apontado como vencedor das Eleições Federais a decorrer este sábado na Austrália. A confirmar-se a sondagem à boca das urnas do canal Nine-Galaxy, o partido liderado por Bill Shorten deverá conseguiir 38% dos votos e tomar o controlo do governo das mãos da coligação de centro-direita liderada por Scott Morrison. Numa disputa a dois, a sondagem indica que os trabalhistas levam uma vantagem sobre os conservadores de 52-48, no fecho das urnas. A sondagem, citada pelo jornal digital "News.com.au", terá sido realizada em 33 círculos eleitorais de seis estados australianos, indicia uma mudança do sentido de voto de 2,5% em confronto com as eleições de 2016, ganhas pelas Coligação Nacional, então liderada por Malcolm Turnbull. As urnas foram, entretanto, fechadas no leste da Austrália e a contagem oficial podecomeçar. Mais de dezasseis milhões de eleitores estavam registados para votar este sábado num escrutínio que se adivinhava equilibrado. Pelo menos, quatro milhões, de acordo com a BBC, terão exercido o voto previamente. O atual chefe de governo, Scott Morrison, no lugar desde agosto passado após derrotar Malcolm Turnbull pela liderança do partido Liberal, tinha do seu lado o progresso económico da Austrália, cujo PIB está em crescimento ininterrupto há trinta anos. A oposição decidiu atacar a política económica do governo e isso custou-lhe a perda de alguns pontos nas sondagens dos últimos dias. Ainda assim, as primeiras sondagens à boca das urnas apontam mesmo para a mudança de governo para a esquerda, num país onde estabilidade política tem faltado desde 2007, com constantes mudanças antecipadas na liderança do governo. Curiosamente, a imigração não se revelou um tema muito debatido durante a campanha para estas eleições, mas não deixa de estar presente. Parte do Senado está também a votação este sábado e começa a ganhar força a hipótese do Partido Austrália Unida, de Clive Palmer, conseguir um lugar na câmara alta do Congresso com o lema "Tornar a Austrália grande". Curiosamente, alguns dos cartazes de campanha do nacionalista foram produzidos... na China.
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