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77 minutos de Trump: "Vocês são desonestos"

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 17/02/2017 DN/Reuters

A primeira queixa apareceu aos três minutos da primeira conferência de imprensa do presidente Donald Trump, esta quinta-feira, quando acusou os jornalistas de ignorar uma sondagem que lhe era favorável. A partir daí, as críticas do presidente dos Estados Unidos aos meios de comunicação passaram de farpas aos ataques pessoais, numa avaliação do que ele considera ser uma cobertura desleal das suas primeiras semanas no cargo - afetadas por uma sucessão de crises.

Num dia em que registou uma derrota num tribunal de recurso federal, teve que substituir o escolhido para secretário do Trabalho e enfrentou perguntas sobre a renúncia do conselheiro de Segurança Nacional, Trump escolheu fazer dos media o foco central de uma conferência de imprensa combativa e muito longa, 77 minutos.


Quando questionado sobre os contactos entre pessoas da sua equipa, na campanha presidencial, e funcionários russos, Trump desviou as perguntas e colocou o foco sobre o que ele descreveu como revelações ilegais e a cobertura de media "desonestos". "A imprensa está fora de controlo. O nível de desonestidade está fora de controlo", disse.

"Amanhã, vão dizer: 'Donald Trump lança-se em tirada contra a imprensa. Eu não estou numa diatribe e a atacar a imprensa. Só estou a dizer, vocês sabem, vocês são pessoas desonestas. Mas não me lancei numa diatribe. Adoro isto. Estou a divertir-me".

A mensagem de Trump na conferência de 77 minutos pareceu direcionada para os mesmos eleitores que o elegeram presidente em novembro passado, que apreciam a sua imagem de outsider a tentar abalar o sistema.

Trump tentou ainda culpar a "confusão" que herdou pelos problemas que enfrenta na Casa Branca e disse que está a gerir "uma administração muito afinada".

Trump ainda sugeriu que seria bom para a sua popularidade rebentar um barco russo. "Se nos pudermos dar bem com a Rússia é uma coisa positiva. Temos um homem muito talentoso, Rex Tillerson, que vai reunir-se com eles em breve. Eu sei que politicamente provavelmente não é bom para mim. O melhor que podia fazer é disparar contra aquele navio [russo] que está a 30 milhas da nossa costa. Toda a gente neste país ia dizer 'oh ele tão bom'. Isso não é ser bom".


Numa troca de palavras estranha já perto do final da conferência Trump aceitou perguntas de um jornalista judeu, perguntando se este era um "jornalista amigável". Quando o repórter perguntou sobre as recentes ameaças a 48 centros judaicos em todo o país e sinais de aumento do antissemitismo, Trump pareceu levar a questão a peito, respondendo: "Eu sou a pessoa menos antissemita que vai ver em toda a sua vida". Acrescentado em seguida que é também a "pessoa menos racista", disse ao jornalista para ficar quieto, acusou-o de mentir e, em seguida, rejeitou a pergunta como sendo "insultuosa".

© EPA/SHAWN THEW

Embora muitas presidências tenham começado com problemas, o governo de Trump foi particularmente marcado por controvérsias, lutas com os media e uma batalha legal por causa de uma ordem executiva para banir temporariamente as entradas de pessoas de sete países de maioria muçulmana. "Ligo a TV, abro os jornais e vejo histórias de caos, caos. E, no entanto, é exatamente o oposto", disse Trump.

Trump afastou ainda as perguntas sobre uma notícia do The New York Times de que membros de sua equipa de campanha tiveram contactos frequentes com altos oficiais russos no ano passado. A sua principal queixa foi sobre a forma como a imprensa teve acesso a essa informação.

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