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Estados Unidos. Programa com drones armados retomado em África para perseguir Al-Qaeda e Daesh

Logótipo de ExpressoExpresso 10/09/2018 Expresso
Expresso © John Moore/Getty Images Expresso

A Administração Obama abrandou o programa de drones armados em África, mas Donald Trump voltou a carregar no acelerador. Uma base secreta no Níger, a 250 quilómetros do sul da Líbia, estará em breve pronta para colocar em marcha ataques à Al-Qaeda e ao Daesh (Estado Islâmico), conta o “New York Times” (NYT).

Segundo o diário norte-americano, foram já registados pelo menos cinco ataques com drones na Líbia em 2018, sendo que um deles terá acontecido há duas semanas. Normalmente, os drones saem da Sicília, em Itália, e da capital do Níger, Niamey, mas o artigo revela que estará fechada essa mudança para Dirkou para um "futuro próximo".

Um repórter do “NYT” afirmou ter visto uma aeronave cinzenta, com mais de oito metros (do tamanho do "Predator", o aparelho na fotografia em cima), a sobrevoar o território do Níger pelo menos três vezes durante seis dias no início de agosto.

Expresso © John Moore/Getty Images Expresso

No final de julho, o Executivo norte-americano confirmou que enviaria drones para o Níger. “Em coordenação com o Governo do Níger, o Comando dos EUA para África armou aeronaves de informação, vigilância e reconhecimento [ISR, na sigla em inglês]”, que já se encontravam no país, no sentido de “melhorar a capacidade combinada de responder a ameaças e outros problemas de segurança na região”, disse na altura à Associated Press Samantha Reho, porta-voz do comando americano. A responsável confirmou também que “as aeronaves ISR armadas começaram a voar no início de 2018”.

O abrandamento do programa com os drones como protagonistas por parte dos Estados Unidos deveu-se à falta de transparência de alguns ataques e às muitas vítimas civis que resultaram daí.

De acordo com o Bureau of Investigative Journalist - que vigia os ataques com drones dos EUA no Paquistão, Afeganistão, Iémen e Somália desde 2010 -, o Pentágono efetuou 4973 ataques confirmados, que mataram entre 751 e 1580 civis, sendo que pelo menos 252 desses eram crianças.

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