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Família de Kim Jong-nam tem de fornecer amostra de ADN para entrega do corpo – polícia

Logótipo de LusaLusa 17/02/2017
AHMAD YUSNI/EPA © EPA / AHMAD YUSNI AHMAD YUSNI/EPA

Kuala Lumpur, 17 fev (Lusa) – A Malásia não vai entregar o corpo do meio-irmão do líder da Coreia do Norte até a família fornecer uma amostra de DNA, apesar do pedido Pyongyang, disse o chefe da polícia do estado de Selangor à AFP.

“Até agora nenhum familiar ou pessoa próxima de Kim apareceu para identificar ou reclamar o corpo. Precisamos de uma amostra de ADN de um membro da família para estabelecer o perfil da pessoa morta”, disse Abdul Samah Mat.

“A Coreia do Norte pediu a entrega do corpo, mas antes de o entregarmos temos de identificar a quem é que pertence”, acrescentou.

Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido líder da Coreia do Norte Kim Jong-Il, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi assassinado na segunda-feira no aeroporto de Kuala Lumpur, capital da Malásia, alegadamente por duas mulheres em ainda envoltas em mistério.

O corpo de Kim Jong-nam encontra-se desde quarta-feira no Hospital Geral de Kuala Lumpur para a realização da autópsia, mas ainda não foram divulgados publicamente informações, nomeadamente sobre as causas da morte do meio-irmão de Kim Jong-un.

As autoridades malaias identificaram a vítima como Kim Chol, nascido em Pyongyang em junho de 1970, conforme os documentos de viagem encontrados na sua posse.

Não obstante, a Coreia do Sul adiantou quase depois ter a certeza de que se tratava de Kim Jong-Nam e hoje foi a vez da Malásia, onde morreu, confirmar que se trata então do meio-irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Kim Jong-nam era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il e da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.

Até ao início do século XXI era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.

Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque Disney no Japão.

Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.

O assassínio, ocorrido nas vésperas das celebrações do nascimento do “Querido Líder” Kim Jong-il, que decorrem hoje na Coreia do Norte, foi descrito pela Coreia do Sul como prova da “brutalidade e natureza desumana” do regime de Pyongyang.

As autoridades da Malásia detiveram três suspeitos pelo envolvimento no assassínio.

FV (DM/ MDR/CSR/PAL) // ISG

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