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Investigação ao desaparecimento de Maddie pode encerrar em três semanas

Logótipo de Expresso Expresso 12/09/2018 Expresso
Expresso © foto Jeff J Mitchell/Getty Expresso

A investigação ao caso Maddie McCann pode estar prestes a chegar ao fim, porque também estará para acabar o financiamento do Departamento do Interior britânico para as buscas pela menina britânica que desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, em 2007.

O financiamento do governo irá acabar no fim do mês de setembro e nenhum pedido por um prolongamento dessa linha de apoio foi ainda alojado junto do Departamento do Interior, segundo informações divulgadas pelo diário “The Daily Mail”. Com a confirmação do fim do apoio chegou também outra: os detetives que têm sido enviados a Portugal ainda não recolheram qualquer prova significativa que possa levar ou à localização de Maddie ou aos culpados pelo seu rapto.

Um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres disse, num comunicado enviado aos meios de comunicação britânicos, que “há negociações em curso em relação à extensão do financiamento”. Mas um outro porta voz, do Departamento do Interior, garantiu que “ainda nenhum pedido” chegou ao organismo pedindo um novo apoio financeiro.

“Eles já passaram por isto e simplesmente não têm ideia se a investigação vai ou não continuar. É uma expectativa terrível que eles mais uma vez vão ter que enfrentar”, disse uma fonte próxima do casal McCann ao diário britânico. A mesma pessoa garantiu que os McCann estão gratos às autoridades britânicas por tudo o que já foi feito e que “esperam poder continuar com as investigações se o governo decidir prolongar os fundos destinados ao caso”.

Ao jornal “The Mirror”, uma outra fonte disse que “aconteça o que acontecer a busca irá continuar”. Se a investigação policial chegar ao fim, acrescentou a mesma fonte, “há outras avenidas para explorar”.

Em março, mais 150.000 libras (cerca de 169 mil euros) foram libertadas pelo governo para esta investigação que dura há mais de 11 anos. É público que vários detetives britânicos têm visitado o Algarve na última década, apesar de se deslocarem sempre em segredo.

Gastos, documentos e agentes

Já foram gastos mais de 11 milhões de libras (cerca de 12,3 milhões de euros), na investigação ao desaparecimento de Maddie ou seja, um milhão em cada ano.

Mais de quatro anos após o desaparecimento de Maddie, as autoridades britânicas, insatisfeitas com as investigações conduzidas pelas autoridades portuguesas, decidiram tomar conta do caso. Desde aí, mais de 40 mil documentos produzidos pela polícia lusa foram analisados por agentes britânicos, pelo menos oito equipas de detetives privados foram contratados para trabalhar no caso e mais de 600 “pessoas de interesse” foram entrevistadas ou investigadas.

Durante mais de uma década, Maddie foi “vista” em dezenas de países: Brasil, Marrocos e Nova Zelândia são apenas alguns daqueles que a polícia decidiu investigar.


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