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Trump revoga norma de Obama e deixa milhões de mulheres em risco

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 06/10/2017 DN/Reuters

Decisão permite aos empregadores negar seguros de saúde que cubram o planeamento familiar e métodos contracetivos a mulheres

A administração Trump revogou, esta sexta-feira, uma norma do Obamacare que fazia com que os empregadores tivessem de fornecer seguros de saúde que cobrissem planos contracetivos para mulheres. Esta decisão vem no seguimento de uma promessa eleitoral do Presidente dos EUA que agradou bastante os apoiantes de Trump que são cristão conservadores.

Fontes governamentais afirmaram, segundo a Reuters, que duas novas regras federais vão permitir que qualquer entidade, tenha como objetivo lucrar ou não, possa evocar razões religiosas ou morais para obter uma exceção à lei de contraceção.

A decisão irritou alguns ativistas mas agradou aos cristãos conservadores. Não é ainda claro quantas mulheres vão perder o direito a contraceção e que empresas vão usar a exceção agora permitida.

© REUTERS/Kevin Lamarque

"A administração Trump atingiu 62 milhões de mulheres", afirmou Cecile Richards, presidente da Federação Americana de Planeamento Familiar.

"É um ataque inaceitável a cuidados de saúde básicos em que a maioria das mulheres confia. Com esta regra, qualquer empregador pode decidir que as funcionárias não tenham um seguro de saúde que cubra a contraceção e o planeamento familiar", acrescentou.

Trump, que criticou o controlo de nascimentos e o planeamento familiar na última campanha eleitoral, ganhou um suporte bastante forte dos votantes cristãos e conservadores. O Presidente assinou uma ordem executiva, em maio, a pedir que as regras permitissem a grupos religiosos negar aos seus funcionários cobertura de seguro de saúde a que se opunham devido a crenças religiosas.

"Devemos ter espaço para as organizações viverem de acordo com as suas ideias religiosas sem enfrentarem discriminação", disse fonte do Departamento de Saúde à BBC.

As novas regras, que entram desde já em vigor, estão a ser criticadas por ativistas dos direitos das mulheres e democratas no Congresso.

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