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Relações com Portugal "só podem ser boas se houver reciprocidade"

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 17/03/2017 DN/Lusa

O chefe da diplomacia angolana reiterou hoje a necessidade de haver reciprocidade nas relações entre Angola e Portugal, com o tratamento igual às entidades políticas angolanas que é dado aos portugueses.

Georges Chikoti, que falava hoje em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de acreditação de novos embaixadores em Angola, referiu-se ao recente episódio que trepidou as relações entre Angola e Portugal, com a publicação pela imprensa portuguesa de notícias sobre uma acusação do Ministério Público português contra o vice-Presidente angolano Manuel Vicente, por alegada corrupção ativa.

O ministro das Relações Exteriores de Angola considerou Portugal um parceiro importante, mas as relações entre ambos os países "só podem ser boas se houver reciprocidade de tratamento de entidades políticas, de tratarem Angola como deve ser".

Georges Chikoti referiu que é preciso que haja a mesma reciprocidade de tratamento pela comunicação social, porque a angolana "não ataca nem dirigentes, nem outros países".

O chefe da Diplomacia angolana, Georges Chikoti © REUTERS/UESLEI MARCELINO O chefe da Diplomacia angolana, Georges Chikoti

"E mesmo na separação das instituições, as nossas instituições mesmo que tenham eventualmente cidadãos portugueses que cometam erros aqui, têm o tratamento específico, que fica no fórum judicial e não têm tratamento público pela imprensa", apontou.

Para o chefe da diplomacia angolana, as relações dos dois países serão melhoradas se forem acautelados esses aspetos.

"E também não se pode criar acontecimentos ou eventos, que não são fundados e que são tratados abertamente pela imprensa como tem sido feito", concluiu.

[citacao:Não se pode criar acontecimentos ou eventos, que não são fundados e que são tratados abertamente pela imprensa como tem sido feito]

Numa reação sobre o assunto, em fevereiro, o Governo angolano considerou "inamistosa e despropositada" a forma como as autoridades portuguesas divulgaram a acusação ao vice-Presidente de Angola, alertando que essa acusação ameaça as relações bilaterais.

A posição tomada na altura, em comunicado, pelo Ministério das Relações Exteriores refutava veementemente as acusações, "cujo aproveitamento tem sido feito por forças interessadas em perturbar ou mesmo destruir as relações amistosas existentes entre os dois Estados".

Na sua posição, o Governo angolano manifestou-se "bastante preocupado" ao ter tomado conhecimento "através de órgãos de comunicação social portugueses" da acusação do Ministério Público português "por supostos factos criminais imputados ao senhor engenheiro Manuel Vicente".

Na sequência deste facto, a visita da ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van-Dúnem, a Angola, anunciada, em Luanda, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, durante a sua deslocação ao país africano, em fevereiro, deveria ter sido realizada entre 22 e 24 do mesmo mês, mas ficou adiada "sine die", a pedido do Governo angolano.

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