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"Brexit": Que futuro para a fronteira entre as Irlandas?

Um território entre dois mundos. A Irlanda do Norte (que, junto com Escócia, País de Gales e Inglaterra, forma o Reino Unido) e a fronteira com a República da Irlanda, país membro da União Europeia, converteram-se numa das principais dores de cabeça do "Brexit." O cenário de restauração da fronteira rígida entre as Irlandas, contrário ao chamado Acordo de Belfast, é para muitos o prenúncio de um novo foco de tensão. O "backstop", ou dispositivo de salvaguarda, pretende assegurar que tal não acontece, mesmo que a União Europeia e o Reino Unido não alcancem um acordo em temas comerciais e de segurança. "A maioria das pessoas na Irlanda do Norte apoia o 'backstop.' O grupo a que pertenço fez lóbi a favor disso. Reunimo-nos em Bruxelas com a equipa de Michel Barnier, de Guy Verhofstadt, contactámos com a Comissão Europeia e o Governo irlandês. É o acordo que precisamos", sublinhou, em entrevista à Euronews, Damien Mcginnity, agricultor. A saída do Reino Unido da União Europeia sem um acordo deixa antever um impacto duradouro na economia da Irlanda do Norte e nos níveis de emprego na região. Para os empresários locais, o clima de incerteza revela-se asfixiante. "Para a nossa empresa somos um negócio. Estamos a fazer negócios como um pequeno país com a Europa continental e o Reino Unido. Precisamos que o 'backstop' nos torne eficientes e nos dê flexibilidade de movimento com os produtos que transportamos para manter a nossa indústria", acrescentou Chris Slowey, que trabalha no transporte de mercadorias. O resultado do estatuto desta fronteira entre o Reino Unido e a República da Irlanda vai dominar as conversações nas próximas semanas.
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