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Rússia preocupada com interferência externa

O feitiço ter-se-á virado contra o feiticeiro e agora é a Rússia que está preocupada com a interferência externa em assuntos domésticos. Nesse sentido a Câmara baixa do parlamento russo criou uma comissão que de acordo com o seu presidente, Vyacheslav Volodin, "irá analisar, estudar e examinar relatórios sobre toda a interferência estrangeira e apresentar as conclusões à Duma", que depois irá "partilhar os resultados com as autoridades judiciais, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e o Conselho Europeu". A medida surge numa altura em que se multiplicam as manifestações pró-democracia em Moscovo. De acordo com o Kremlin, esses protestos têm vindo a ser manipulados desde o estrangeiro por órgãos de comunicação social e missões diplomáticas. Uma versão dos acontecimentos que está longe de ser unânime no país. O jornalista Andrei Kolesnikov, analista para o Carnegie Center, garante que esse "é um mito que permite que classifiquem certos acontecimentos como instigados por terceiros", naquilo que é "uma manobra típica do governo atual e de Vladimir Putin, que está convencido que nada acontece por acaso, que o povo não faz nada por si só, que ninguém vai para as ruas por vontade própria." Para o analista do Carnegie Center, a criação desta comissão pode ter como consequência uma verdadeira caça às bruxas: "O perigo de discussões como esta é que podem terminar com recomendações às agências judiciais para punir certas organizações." Desde o início dos protestos, em meados de julho, já foram efetuadas várias centenas de detenções. O barril de pólvora na Rússia explodiu depois de cerca de seis dezenas de candidatos da oposição terem sido impedidos de concorrer às eleições de setembro.
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