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UE e Reino Unido endurecem posições

A União Europeia já reagiu à carta enviada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na qual este afirma que não irá negociar até que a União Europeia desista do mecanismo de salvaguarda na Irlanda, o chamado "backstop". Nas redes sociais, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, voltou a sublinhar o propósito da salvaguarda acrescentando que os seus opositores não propuseram alternativas realistas. A posição do presidente do conselho europeu coincide com a reação da Comissão Europeia. "A carta não oferece uma solução legal e operacional para evitar o regresso a uma fronteira física na Irlanda. Não propõe quaisquer soluções alternativas e de facto reconhece que não há garantias que qualquer solução alternativa será implementada no final do período de transição. Continuamos preparados para trabalhar de forma construtiva com o Reino Unido e no âmbito do nosso mandato", afirmou a vice-chefe dos porta-vozes da Comissão Europeia, Natasha Bertaud. O primeiro-ministro britânico afirma que não vai abrir negociações até que a salvaguarda seja retirada. Boris descreveu este mecanismo como não-democrático e incompatível com a soberania britânica. Nos últimos dias a pressão tem vindo a aumentar sobre Boris Johnson na sequência da divulgação de documentos oficiais que alertam para cenários possíveis de escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos em caso de ausência de acordo assim como caos potencial na fronteira entre as duas irlandas. De momento, ambas as partes permanecem longe de um acordo. Esta terça-feira, o governo britânico emitiu uma nota na qual exige a reabertura de negociações sobre o acordo de saída assim como a retirada da salvaguarda irlandesa como condições para chegar a um desfecho positivo com Bruxelas. Funcionários europeus afirmam que estão a aguardar pela reabertura do Parlamento britânico em setembro quando se prevê que a oposição tome medidas para afastar o executivo.
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