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Britânicos planeiam imposto para empresas que contratem europeus

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 11/01/2017 DN

O novo imposto foi dado a conhecer pelo ministro da Imigração. Robert Goodwill, perante a Câmara dos Lordes. Visa três objetivos, explicou: penalizar a contratação de trabalhadores europeus, dar preferência aos britânicos e financiar cursos para jovens até 2020.

O ministro adiantou que a medida pode começar a ser aplicada a partir do mês de abril para trabalhadores fora da zona euro. E deu um exemplo, citado pelo jornal El Mundo: "Quem quiser contratar um programador informático indiano, por um contrato de quatro anos, terá de pagar 4 mil libras". E, frisando: "Esta norma para os trabalhadores fora da UE [União Europeia], podia estender-se aos europeus depois do brexit".

Downing Street confirmou que a medida está e estudo, entre outras, com vista à redução do números de imigrantes. O Reino Unido quer reduzir para menos de 100 mil o número de trabalhadores oriundos de países estrangeiros. O plano mereceu o aplauso e defesa pública de deputados conservadores e do trabalhista Frank Field, que a considera oportuna "se o dinheiro for usado para formar trabalhadores britânicos".

Protesto dos empresários

Os empresários britânicos reagiram com desagrado à medida, hoje anunciada pelo ministro da Imigração. Um desagrado semelhante à que conseguiu o anúncio de listas de imigrantes, de que o governo viria a desistir horas depois.

[citacao:"O Governo deveria perguntar-se por que há tantas estrangeiros a trabalhar aqui [no Reino Unido", porta-voz da Câmara do Comércio de Londres]

Da Câmara do Comércio de Londres veio a primeira reação negativa. Em comunicado, recordam que os trabalhadores europeus representam 15% força laboral, batizam o imposto de "portagem de imigração" e dizem que se trata de uma penalização extraordinária para muitas empresas que já serão penalizadas com o impacto do brexit.

Theresa May, primeira-ministra britânica fotografada hoje, à saída do número 10 de Downing Street © Reuters/Stefan Wermuth Theresa May, primeira-ministra britânica fotografada hoje, à saída do número 10 de Downing Street

Uma declaração do porta-voz da Câmara do Comércio, San McKee, ao jornal The Guardian, soou particularmente crítica: "Em vez de fazer uma chamamento populista, destinado a aliviar as preocupações dos que votaram a favor do brexit, O Governo deveria perguntar-se por que há tantas estrangeiros a trabalhar aqui [no Reino Unido".

Do Partido Liberal Democrático, Don Foster criticou a medida dizendo que "qualquer empresa contrataria trabalhadores britânicos se tivessem a preparação necessária".

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