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Cova da Moura: um dos polícias é acusado de 22 crimes

Logótipo de TSF TSF 11/07/2017 Nuno Guedes

Ministério Público diz que até moradoras à janela foram, sem qualquer razão, alvo de tiros com balas de borracha.

Dois dos 18 polícias da esquadra de Alfragide, na Amadora, alvo do Ministério Público no caso Cova da Moura estão acusados, cada um, de terem cometido cerca de vinte crimes.

A lista de crimes alegadamente cometidos é grande, mas a acusação a que a TSF teve esta tarde acesso, depois da manchete do Diário de Noticias, revela no entanto que há dois polícias no centro do caso.

Um desses agentes é mesmo acusado de ter disparado balas de borracha contra uma moradora do bairro da Cova da Moura que estava à janela no momento da primeira detenção.

A acusação do Ministério Público conta que todo o caso começou numa detenção sem qualquer motivo de um jovem.

Rapidamente o polícia passou para as agressões e insultos, presenciados por moradores que começaram a gritar para que parassem as agressões. É nessa altura que o Ministério Público diz que o polícia que fez a primeira detenção pegou numa shotgun e disparou balas de borracha contra uma senhora que estava à janela e nem se manifestava na altura.

Foram feitos quatro a seis disparos e dois atingiram a ofendida no peito e na coxa. Outra moradora da Cova da Moura também terá sido perseguida pelo mesmo polícia que lhe acertou com um projétil de borracha no nariz.

No centro deste caso, é este polícia que fez a primeira detenção, dos 18 acusados, que está indiciado por mais crimes: ao todo, 22. Seis crimes de ofensa à integridade física, seis de injúria agravada, dois de falsificação agravada de documento, um de falsidade de testemunho, seis de sequestro agravado e um de tortura ou outros tratamentos cruéis, degradantes e desumanos.

Depois, segue-se outro agente da PSP acusado de 19 crimes, sendo que outros dez estão acusados de pelo menos uma dezena de crimes.

Juntando todos os indícios neste caso, são perto de 200 os crimes de que são acusados os 18 polícias da esquadra da PSP de Alfragide no final deste inquérito dirigido pelo Ministério Público em relação a um caso que aconteceu em fevereiro de 2015 e demorou mais de dois anos a ser investigado, sendo que de início os únicos arguidos eram os jovens da Cova da Moura detidos que acabaram ilibados.

Agora, no final do inquérito, todos os agentes envolvidos no processo são pelo menos acusados de seis crimes de sequestro agravado pela prisão ilegal dos seis jovens.

Além de dezenas de testemunhos, o Ministério Público diz na acusação que usou muitas provas documentais, por exemplo do INEM e bombeiros, fez reconhecimentos fotográficos, perícias e vários exames médico-legais.

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