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Capitã do "Sea Watch 3" interrogada de novo no tribunal

A capitã do barco "Sea Watch 3" está a ser de novo interrogada esta quinta-feira por procuradores públicos italianos no tribunal de Agrigento, na ilha da Sicília. Carole Rackete chegou pelo próprio pé ao tribunal, acompanhada pelos respetivos advogados, um pouco antes da audiência marcada para as 10:00 horas da manhã (menos uma hora em Lisboa). A alemã, de 31 anos, entrou nas instalações judiciais sem prestar declarações aos muitos jornalistas que a aguardavam no local. A detenção Carola Rackete foi detida a 29 de junho sob acusação de auxílio à imigração ilegal depois de ter forçado a atracagem do "Sea Watch 3" no porto de Lampedusa, com cerca de 40 migrantes a bordo, incluindo menores. A capitã decidiu forçar o desembarque alegando estar a gerir uma situação de desespero a bordo depois de estar a aguardar em alto mar, sem sucesso, durante duas semanas pela autorização de atracagem, bloqueada pelo ministro do Interior italiano, Matteo Salvini. A alemã chegou a ser colocada em prisão domiciliária, mas foi absolvida da acusação de desobediência a navio militar, com o tribunal a considerar que a capitã agiu de forma furtiva para salvar vidas humanas. A procuradoria de Agrigento não desistiu, recorreu esta semana e agora espera conseguir estabelecer jurisprudência neste tipo de casos para evitar que outros barcos de resgate de migrantes no Mediterrâneo tentem fazer em Itália o mesmo que o "Sea Watch 3" fez em Lampedusa.
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