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Escolas registaram 47 surtos desde a sua reabertura

Logótipo de Expresso Expresso 08/04/2021 Expresso

Primeiro-ministro associa valor à dominância da estripe britânica. Até ao momento, só 45% da comunidade escolar regressou às aulas presenciais

© FERNANDO VELUDO/LUSA

Os estabelecimentos de ensino que já abriram (creches, pré-escolar e 1.º ciclo) contabilizaram 47 surtos desde o início do desconfinamento. Os dados foram revelados a 5 de abril pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) ao jornal “Público” e remetem para o período anterior às férias da Páscoa (15 a 26 de março), em que só tinham retomado o ensino presencial as creches, o pré-escolar e as escolas do 1.º ciclo. Esta semana os alunos do 2.º e 3.º ciclos de ensino também regressaram às aulas.

Atualmente, apenas 45% da população escolar tem aulas presencias. Em comparação a janeiro, altura em que todos os alunos frequentavam estabelecimentos de ensino, existem menos 31 surtos - o que corresponde a um decréscimo de 40%. Os 47 surtos correspondem a 422 casos de covid-19, o que dá uma média de nove pessoas por surto. Em janeiro, antes do segundo confinamento, existiam 78 surtos que resultaram em 610 casos - uma média de oito pessoas por surto.

“Se a média são nove infetados, significa que há surtos com duas ou três pessoas, o que não é significativo do ponto de vista de saúde pública”, analisa o infecciologista António Silva Graça.

O especialista esclarece que os estabelecimentos de ensino dos mais novos foram “praticamente o único sector em que houve mudanças”, considerando o valor divulgado pela DGS “não alarmante”. O especialista salienta que este aumento acontece numa altura em que as escolas foram testadas em massa e isso poderá “reduzir o risco em contexto escolar”.

Os dados “parecem corroborar que há uma proliferação significativa das infeções” entre as idades que voltaram às aulas presenciais, aponta o matemático e investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes.

Já na terça-feira, o discurso do primeiro-ministro indicava um aumento de surtos nas escolas. António Costa comparou a situação do 1.º período em que “quando era detetada uma criança contaminada”, os testes de contacto não identificavam “praticamente mais nenhum caso”. "Hoje, havendo um caso suspeito, quando se vai a testar, já há vários casos de transmissão.” O primeiro-ministro associou o cenário à dominância da estripe britânica.

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