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Médica psiquiatra vai pedir à Ordem que tome “posição formal” sobre as declarações de Gentil Martins ao Expresso

Logótipo de ExpressoExpresso há 6 dias Alexandre Costa

Ana Matos Pires, médica psiquiatra e professora da Universidade de Lisboa, diz que vai pedir à Ordem dos Médicos que tome uma posição formal relativamente às declarações do cirurgião Gentil Martins, que, em entrevista ao Expresso, qualificou a homossexualidade como uma “anomalia”.

“Gentil Martins cometeu vários e diferentes erros deontológicos graves” é o título do texto que a médica psiquiátrica e professora da Universidade de Lisboa Ana Matos Pires publicou no blogue jugular em repúdio às declarações do cirurgião Gentil Martins, que, em entrevista publicada este sábado no Expresso, qualificou a homossexualidade como uma “anomalia” e o futebolista Cristiano Ronaldo como um “estupor moral” por alegadamente ter recorrido a barrigas de aluguer.

A psiquiatra começa por citar outros dois textos já entretanto divulgados sobre o assunto, que referiram que as declarações do famoso cirurgião e ex-bastonário da Ordem dos Médicos “não são baseadas no conhecimento” e revelam mesmo “erros crassos”, pois, “à luz do conhecimento atual, a homossexualidade não é uma doença psiquiátrica” e que é ainda mais grave que a tenha enquadrado como um “desvio da personalidade”, pois nesse caso trata-se de “um erro científico”.

“Afirma, a dado passo, 'não aceito promover um homossexual'. Este homem foi, seguramente, júri de inúmeros concursos médicos ao longo da vida, este homem foi bastonário. É lícito perguntar, depois de uma declaração destas, quantos colegas meus, homossexuais, não terá prejudicado em termos de carreira?”, questiona depois Matos Pires sobre as declarações de Gentil Martins.

A psiquiatra realça ainda o facto de o médico “ser entrevistado no IPO e não no recato da sua casa”, questionando: “Onde está o dever de sigilo e contenção?”. Acrescenta depois que a opinião manifestada sobre o futebolista Cristiano Ronaldo e a sua família “configura uma interferência pública num caso específico”. “Um médico não tem esse direito.”

“Tudo isto é muito, muito grave e é isto que vou expor à Ordem dos Médicos, pedindo uma tomada de posição formal, além do que já foi referido hoje pelo bastonário”, conclui Matos Pires.

Em declarações ao Expresso, o bastonário Miguel Guimarães confirmou que duas médicas expressaram o seu desagrado pelas declarações de Gentil Martins, indicando que iam apresentar queixa na Ordem.

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