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Manifestantes aumentam pressão sobre o governo argelino

Na Argélia, milhares de estudantes, professores e profissionais de saúde manifestaram-se nas ruas da capital exigindo o afastamento do presidente Abdelaziz Bouteflika. Um novo grupo de líderes dos manifestantes intitulado Coordenação Nacional para a Mudança dirigiu-se aos militares exigindo que não interfiram no processo. O vice primeiro-ministro argelino referiu-se à situação que se vive no país durante um encontro com o ministro russo dos negócios estrangeiros. "Trata-se de um período especial na nossa história. A peculiaridade é que a iniciativa partiu da juventude argelina que quer implementar mudanças significativas na estrutura política do país", disse Ramtane Lamamra, vice primeiro-ministro argelino. O chefe da diplomacia russa apelou a uma resolução ordeira dos desafios que o país enfrenta. "O principal é assegurar que os argelinos resolvam os seus problemas internos eles próprios, com base na constituição do país e no respeito a todas as normas internacionais", adiantou Sergei Lavrov durante a conferência de imprensa. Os protestos no país duram há praticamente um mês. Na semana passada, o presidente Bouteflika, que lidera o país há duas décadas, anunciou que não se iria recandidatar ao cargo. No entanto, rejeitou demitir-se até à adoção de uma nova constituição o que de facto implica um prolongamento do atual mandato. Os manifestantes pretendem a renovação da elite política que é dominada pelos militares e empresários com ligações aos veteranos da guerra da independência contra a França.
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