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Marcelo pede a Bombeiros e Governo contenção nas palavras

Logótipo de TVI24 TVI24 09/12/2018 Redação TVI24
(LUSA/Manuel A. Lopes) © TVI24 (LUSA/Manuel A. Lopes)

O Presidente da República apelou hoje, a propósito do conflito entre Liga dos Bombeiros e Governo, para que todos os intervenientes evitem afirmações públicas que dificultem o diálogo neste "domínio muito sensível" da Proteção Civil.

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu esta posição depois do anúncio feito pelo presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, de abandono da estrutura de Proteção Civil e a posterior troca de palavras com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Neste contexto, o chefe de Estado apelou "a todos os intervenientes no sentido de evitarem afirmações públicas que tornem depois mais difícil o diálogo e o entendimento num domínio muito sensível para os portugueses como é o da Proteção Civil e, mais em geral, o da sua segurança".

A Liga dos Bombeiros Portugueses anunciou no sábado, em Santarém, através do seu presidente, Jaime Marta Soares, a decisão de "abandonar de imediato" a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), num "corte radical" em protesto contra os diplomas aprovados pelo Governo sobre as estruturas de comando.

Jaime Marta Soares comunicou também que o Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Voluntários aprovou "por unanimidade e aclamação de pé" a decisão de suspender toda a informação operacional aos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Hoje, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, acusou a Liga dos Bombeiros Portugueses de ser "absolutamente irresponsável" ao abandonar a ANPC podendo colocar em causa a segurança das pessoas.

"Se alguém não cumprir as suas obrigações legais, tiraremos daí todas as consequências, no plano jurídico e no plano administrativo e criminal, se for caso disso", acrescentou o ministro, perante a comunicação social.

Jaime Marta Soares já veio, entretanto, reagir às declarações do ministro da Administração Interna, acusando-o de estar "a dramatizar" e de "não dizer a verdade aos portugueses" relativamente à sua segurança.

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