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Tribunal Europeu dos Direitos Humanos rejeita apelo do Sea Watch

A Organização Não-Governamental holandesa Sea Watch sofreu um revés esta terça-feira, quando o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos , com sede em Estrasburgo, rejeitou o recurso a pedir medidas excecionais que obriguem o governo de Itália a deixar os 42 migrantes bloqueados há 13 dias no navio Sea Watch 3 desembarcar no país. O navio de resgate de migrantes do Mediterrâneo está ao largo da ilha de Lampedusa e as condições deterioram-se de dia para dia. Uma das pessoas a bordo lançou um apelo: "Não aguentamos mais. É como se estivéssemos numa prisão. Estamos privados de tudo. Não podemos fazer nada, não podemos sequer andar porque o navio é pequeno, somos muitos e não há espaço. Pedimos ajuda à humanidade". Quem continua a fazer orelhas moucas a estes pedidos de ajuda é o ministro do interior italiano, Matteo Salvini, que se mantém inflexível na decisão de impedir o desembarque do navio. Num recente post publicado no Twitter , o ministro diz: "Não é uma ONG que vai ditar as regras à Itália. Portos fechados. Se se preocupassem de facto com a saúde destas pessoas, já teriam ido para a Holanda. Por mim, podem ficar até ao Natal ou ao ano novo". A chegada ao poder da Liga, liderada por Salvini, levou a um endurecimento da política migratória e a uma política de portas fechadas. A repressão da ajuda à migração ameaça também o português Miguel Duarte , cooperante de uma ONG, que pode ser condenado a uma pesada pena de prisão caso regresse a Itália.
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