Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Funcionário queixa-se de ter ficado três dias à porta de empresa

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 12/10/2017 DN

O caso de Francisco Teixeira foi denunciado na Facebook e está a atingir proporções que o comercial nunca imaginou

© DR

Bastaram umas imagens partilhadas por alguém no Facebook para o caso de Francisco Teixeira se tornar notícia de jornal e televisão. As imagens mostravam alguém sentado à porta de um edifício, "a porta da empresa onde trabalha". A situação, conta o próprio funcionário ao DN, durou três dias, mas o diferendo com o patrão já vem desde maio.

Francisco Teixeira conta que é comercial da Brunati Cafés, em Urgezes, Guimarães, há 12 anos e que só nos últimos meses é que tem tido problemas. "Nos últimos três dias estive à porta, mas isto já se iniciou no fim de maio", diz, convicto de que o conflito estará relacionado com a outra atividade que desenvolve paralelamente, há sete anos, enquanto proprietário de um negócio de compra e venda de equipamento de hotelaria.

"Mas sempre com autorização do patrão", garante. "No fim de maio ele achou que isso já não era possível", diz, explicando que o patrão lhe impôs a escolha entre uma ou outra atividade. Francisco Teixeira recusou, até porque, garante, não havia motivos. "Nunca baixei os rendimentos, a produção", alega.

Segundo conta, propôs deixar de ser comercial da Brunati para passar a ser agente, ou seja, continuaria a trabalhar para a empresa mas por conta própria. Algo que o patrão terá recusado.

Francisco Teixeira conta que no fim de junho o patrão lhe disse para entregar lista de clientes a um colega e para se despedir. O funcionário terá recusado e feito denúncia na Autoridade das Condições de Trabalho (ACT). A partir daí, diz, só tinha acesso a uma sala da empresa, onde havia apenas mesas, cadeiras e uma máquina de café e onde estava proibido de fazer chamadas.

A 16 de junho, conforme conta, no mesmo dia em que a ACT foi à empresa, Francisco começou a trabalhar na rua. "Era colocado por um colega às 9:30 e só me iam buscar às 17:30, sem carro, sem telemóvel...", relata. "Foi assim até ao final da semana passada", diz, especificando que, nestas condições, esteve em Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Braga, Vila das Aves e Trofa, onde se encontra hoje.

De segunda-feira a ontem esteve à porta da Brunati, "sem acesso ao interior e sem uma cadeira". A ACT, conforme diz, esteve lá na terça-feira e ontem à tarde.

Confrontado pelo DN com a informação de que teria tido problemas com a justiça, Francisco Teixeira admite que está impedido de exercer a atividade de compra e venda de sucata desde que há três anos foi apanhado a vender cobre roubado. "Não tinha conhecimento", garante, explicando que essa inibição termina em fevereiro de 2018.

O Diário de Notícias contactou a Brunati e não conseguiu chegar à fala com o patrão. No entanto, Vítor Araújo disse ao Jornal de Notícias que Francisco "usava a carrinha da Brunati para vender produtos dele". Explicou ainda que não quer que Francisco utilize o telemóvel, porque este anda a "usar o telemóvel para filmar a atividade da Brunati e gravar as conversas dos colegas". E garantiu que não o despedirá. "Isso era o que ele queria, nunca despedi um funcionário na minha vida e não vai ser agora".

AdChoices
AdChoices

Mais do Diário de Notícias

image beaconimage beaconimage beacon