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Notre-Dame entre a procissão e os protestos

Foi uma procissão de Sexta-feira Santa diferente aquela que se viveu hoje, em Paris. As imediações da catedral de Notre-Dame - encerrada desde segunda-feira depois de um enorme incêndio que abalou o monumento com oito séculos de história - foram o cenário das festividades católicas na capital francesa. A título excecional, também o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, esteve presente. Várias centenas de pessoas, fiéis católicos e curiosos seguiram igualmente a cruz, que retrata a paixão e a crucificação de Jesus Cristo. A Catedral de Notre-Dame está também no centro das atenções por causa de mais uma mobilização dos Coletes Amarelos este sábado e é alvo de forte proteção policial. Muitos manifestantes defendem a passagem pelo monumento para prestar homenagem. Outros estão indignados pelos muitos milhões de euros já angariados para a reconstrução da catedral enquanto lutam há meses por melhores condições de vida. No entanto, o governo francês já deixou um aviso, por intermédio do ministro do Interior, Cristophe Castaner. "Vamos tomar todas as medidas necessárias para evitar o mau comportamento e impedir a violência e os desordeiros. As ordens que demos às forças de segurança são claras: reatividade, mobilidade, dispersão sistemática de multidões e prisão de indivíduos violentos", declarou o . A Ile de la Cité, onde se situa a Catedral de Notre-Dame, está interdita à passagem dos manifestantes, tal como os Campos Elísios e o palácio do Eliseu. A mobilização é designada como um segundo ultimato ao presidente francês Emmanuel Macron e o Estado já decretou a mobilização de 60 mil polícias em todo o país para vigiar a jornada 23 de contestação dos coletes amarelos.
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