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O assalto em que tudo o que podia correr mal correu mesmo mal

Logótipo de ExpressoExpresso 12/02/2018 Hugo Franco
O assalto em que tudo o que podia correr mal correu mesmo mal © Mário Cruz/Lusa O assalto em que tudo o que podia correr mal correu mesmo mal

Assaltantes feridos por culpa própria, um rol de pistas inesperadas que ajudaram a polícia, o homicídio de um inocente que não estava nos planos. Tudo falhou no assalto violento, e desastrado, do Continente de Lourel, que vai começar a ser julgado esta quinta-feira

Dez minutos depois das duas da tarde, Bruno ‘Amarelas’ e Miguel ‘Doces’ já disparavam as shotguns para os pneus da carrinha de valores parada onde se tinha refugiado o condutor, cercado por seis homens de cara tapada por gorros passa-montanhas. Um dos tiros fez ricochete no alcatrão, acertando nos dedos do pé esquerdo de Ricardo ‘Gordo’ que ficou ferido com gravidade. Este tiro no pé foi só o início do descalabro do grupo que naquele domingo tinha planeado roubar o dinheiro da viatura blindada da “Loomis” no parque de estacionamento do Continente de Lourel, em Sintra.

Os seis assaltantes começam a ser julgados na próxima quinta-feira no Tribunal de Sintra pela sequência de crimes cometidos a 28 de fevereiro de 2016, que vão do homicídio qualificado, roubo e posse de arma proibida, ao branqueamento de capitais.

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