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Petição online pede a Costa que trave criação de um museu do Estado Novo

Logótipo de Expresso Expresso 18/08/2019 Manuela Goucha Soares

Pedro Adão e Silva, Maria Teresa Horta e Barata Moura, são três dos subscritores da petição que está a circular na net e redes sociais. Querem impedir a abertura de um Museu do Estado Novo, em Santa Comba Dão

Oliveira Salazar e Óscar Carmona nas comemorações do 10º aniversário do 28 de maio de 1926, em Braga. A data que evoca o golpe 28 de maio só foi feriado nacional duas vezes © Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian Oliveira Salazar e Óscar Carmona nas comemorações do 10º aniversário do 28 de maio de 1926, em Braga. A data que evoca o golpe 28 de maio só foi feriado nacional duas vezes

A petição “MUSEU de SALAZAR, NÃO! — que como o nome indica recolhe assinaturas contra a abertura de um museu do Estado Novo no Vimieiro, freguesia onde nasceu António Oliveira Salazar— recolheu 4401 assinaturas em menos de 48 horas.

Inicialmente assinada por um grupo de 18 subscritores — entre os quais se encontram o analista político Pedro Adão e Silva, a ex-eurodeputado do Bloco de Esquerda, Alda de Sousa, o ex-reitor da Universidade de Lisboa, José Barata Moura, a escritora Maria Teresa Horta, e Margarida Tengarrinha [viúva de José Dias Coelho, assassinado pela PIDE] — a petição é uma carta aberta ao primeiro-ministro António Costa.

Texto da petição pública colocada online no dia 16 de agosto © DR Texto da petição pública colocada online no dia 16 de agosto

No texto da petição, os 18 “abaixo-assinados, conhecedores do que foi a ditadura do Estado Novo, manifestam, em nome próprio e no da memória de milhares de vítimas do regime — de que Salazar foi principal mentor e responsável — , o mais veemente repúdio pela criação do Museu Salazar, recentemente anunciado pelo Presidente da Câmara de Santa Comba Dão”.

O embaixador Luís de Castro Mendes, ex-ministro da Cultura do Governo de António Costa, já subscreveu a petição online.

Petição reforça carta de 214 ex-presos políticos

Os portugueses que já subscreveram a petição — que continua online para recolher assinaturas — apoiam a carta de 204 ex-presos políticos, que foi entregue que foi entregue ao Presidente da República e ao primeiro-ministro na última segunda-feira,12 de agosto.

Nessa carta, os 204 ex-presos políticos do Estado Novo — oriundos de diversos sectores políticos e profissionais — “manifestam, em nome próprio e no da memória de milhares de vítimas do regime fascista (...) o mais veemente repúdio pelo anúncio da criação de um “Museu Salazar” feito pelo Presidente da Câmara de Santa Comba Dão”.

Os 204 ex-presos políticos pedem ao Governo de António Costa que “intervenha para impedir a concretização desse projeto que, longe de visar esclarecer a população e sobretudo as jovens gerações sobre o que foi o regime fascista, se prefigura como um instrumento ao serviço do seu branqueamento e um centro de romagem para os saudosistas do regime derrubado com o 25 de Abril”.

Lembram ainda que o momento político que se vivem “em muitos países”, favorece o “renascer de forças fascistas e fascizantes”. Na opinião deste grupo, Portugal precisa “de meios de pedagogia democrática que não deixem esquecer o cortejo de crimes do fascismo salazarista e preserve a memória das suas vítimas”.

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