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Ativos do BCE já valem 60% do PIB da zona euro

Logótipo de Expresso Expresso há 2 dias Jorge Nascimento Rodrigues

O balanço do Banco Central Europeu fechou o primeiro semestre de 2020 com ativos no valor de €6,23 biliões, segundo dados publicados esta terça-feira. A dívida pública da zona euro na carteira do BCE ascende a €2,6 biliões

© Foto ARMANDO BABANI/Lusa

O Banco Central Europeu (BCE) regista ativos no valor de 6,23 biliões de euros, o que representa 60% do PIB da zona euro, segundo dados publicados esta terça-feira reportados a 26 de junho.

Os ativos no balanço do BCE aproximam-se já dos registados na Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que, em 23 de junho, somavam 7,1 biliões de dólares (cerca de 6,6 biliões de euros). No entanto, o peso dos ativos do BCE no PIB da zona euro é muito superior ao registado para a Fed em relação ao PIB norte-americano: 60% face a 35%.

O aumento do peso dos ativos do BCE no PIB do espaço da moeda única foi de quase 20 pontos percentuais desde início do ano. Mas foi inferior ao realizado pela Fed. O BCE viu o balanço aumentar 1,56 biliões de euros desde início do ano face a 2,2 biliões de dólares (cerca de €1,96 biliões) para a Fed.

O grosso da subida dos ativos do BCE registou-se no financiamento aos bancos através das linhas de empréstimos que aumentou quase 1 bilião de euros.

A dívida pública da zona euro na carteira do BCE adquirida através dos dois programas de compra em vigor (PSPP e PEPP) subiu de 2,2 biliões de euros no final de 2019 para 2,6 biliões de euros a 26 de junho. Esta carteira de títulos adquiridos para fins de política monetária pesa 42% nos ativos do banco.

Recorde-se que o programa de compra de ativos reativado no ano passado foi reforçado este ano com um aumento do envelope para o programa iniciado em 2015 (que conta com €360 mil milhões em 2020) e conhecido pela sigla PSPP e com a criação de um programa especial de resposta à pandemia da covid-19 - conhecido pela sigla PEPP - que conta com um montante de 1,35 biliões de euros até junho do próximo ano.

O BCE estima que os estímulos monetários gerados pelos dois programas vão permitir que o PIB da zona euro não quebre mais 0,4 pontos percentuais do que é previsto para 2020. O BCE prevê que o PIB caia 8,7% este ano no conjunto do espaço da moeda única. Sem os estímulos monetários, a grande recessão este ano seria superior a 9% na zona euro.

Muitos analistas sublinham que a injeção de mais de 3,5 biliões de euros realizada pela Fed e pelo BCE serviu nomeadamente para animar os mercados financeiros no segundo trimestre.

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