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Banco Montepio passa a prejuízos de 51,3 ME no 1.º semestre

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Banco Montepio passa a prejuízos de 51,3 ME no 1.º semestre © TVI24 Banco Montepio passa a prejuízos de 51,3 ME no 1.º semestre

O banco Montepio teve prejuízos de 51,3 milhões de euros no primeiro semestre, que comparam com os lucros de 3,6 milhões de euros do mesmo período de 2019, divulgou hoje a instituição.

O banco justifica os prejuízos entre janeiro e junho com as imparidades que constituiu (109,4 milhões de euros) para fazer face a perdas de crédito decorrentes da crise pandémica.

Banco Montepio com 34 mil moratórias até final de junho

O Montepio concedeu, até final de junho, 34 mil moratórias no pagamento de créditos, divulgou o banco.

Segundo as contas semestrais hoje conhecidas (prejuízos de 51,3 milhões de euros no primeiro semestre), as moratórias correspondem a créditos no valor de 3.000 milhões de euros e, das 34 mil moratórias concedidas, 20.500 foram a famílias e 13.500 a empresas.

As moratórias de crédito (que suspendem pagamentos de capital e/ou juros) foram criadas como uma ajuda a famílias e empresas penalizadas pela crise económica desencadeada pela pandemia de covid-19.

Em junho, o Governo decidiu estender as moratórias de setembro deste ano para 31 de março de 2021 e alargou também as condições em que os clientes podem aceder às moratórias. Os clientes podem pedir acesso às moratórias até final de setembro.

Há ainda as moratórias privadas, da Associação Portuguesa de Bancos (APB), da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) e da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF). Estas aplicam-se aos contratos de crédito que não beneficiam da moratória pública, caso dos contratos de crédito pessoal (com exceção dos contratos de crédito ao consumo com finalidade educação, uma vez que estes já são cobertos pela moratória pública), crédito automóvel e cartões de crédito.

A agência de 'rating' Fitch divulgou esta semana um relatório sobre o setor bancário português, em que estima que os créditos com moratória vão aumentar depois do verão à medida que se adensa a crise económica, sobretudo nas atividades relacionadas com o turismo.

Estas moratórias são um alívio para clientes, mas também para bancos (por evitar a subida do crédito malparado), contudo, avisa a Fitch que parte importante desses créditos serão malparado quando o regime das moratórias terminar.

Os principais bancos têm estado a divulgar os resultados semestrais esta semana. Segundo a informação já conhecida, o BCP aprovou até junho mais de 120 mil moratórias, atingindo créditos no valor de quase nove mil milhões de euros.

Já o Santander Totta tinha, em junho, 88 mil clientes com moratórias no pagamento dos empréstimos, abrangendo créditos correspondentes a 22% da carteira de crédito total.

O BPI aprovou até final do semestre mais de 73 mil pedidos de moratórias no pagamento de créditos, abrangendo créditos no valor de quase 5,7 mil milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) aprovou 48.326 moratórias de crédito até 28 de julho, num valor que totaliza 6.982 milhões de euros. O presidente executivo, Paulo Macedo, justificou o menor número de moratórias do banco público com ter proporcionalmente menos crédito ao consumo e também por ter uma base de clientes com rendimentos mais estáveis (como pensionistas e funcionários públicos).

Por fim, o Novo Banco aprovou mais de 38 mil moratórias até ao final de junho, num total de 6,8 mil milhões de euros.

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