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Cabo Verde: TACV retoma voos em Dezembro

Logótipo de RFI RFI 25/11/2021 Odair Santos
© TACV

A companhia aérea de bandeira de Cabo Verde, a TACV, parada desde Março de 2020 devido à pandemia de Covid-19 e renacionalizada em Julho, vai retomar as operações em Dezembro. O anúncio foi feito, esta quinta-feira, no Parlamento, pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

A retoma das operações da TACV em Dezembro foi anunciada, no Parlamento, pelo primeiro-ministro, durante o debate sobre “Transparência como um factor de desenvolvimento”. Ulisses Correia e Silva respondia ao líder parlamentar do PAICV sobre a alegada falta de transparência na privatização da TACV e da não entrega ao Parlamento do contrato assinado pelo Governo com a BestFly para as ligações domésticas.

“O Estado assume as suas responsabilidades relativamente à companhia de bandeira e assume as suas responsabilidades relativamente à sua reestruturação. Se tudo correr bem, como se está a prever, a TACV começará a operar ainda durante o mês de Dezembro deste ano”, afirmou  Ulisses Correia e Silva.

Anteriormente, o Governo tinha apontado a retoma da TACV para o primeiro trimestre de 2022. A companhia não opera voos comerciais desde Março de 2020 devido às restrições para combater a pandemia de covid-19.

A TACV deve, assim, retomar as operações no próximo mês, cinco meses após uma tentativa falhada de voltar a voar na altura sob o controlo do grupo islandês Icelandair. Em Julho deste ano, a TACV passou para o controlo do Estado cabo-verdiano, após a reversão de 51% das acções da companhia vendidas à Loftleidir Icelandic em 2019 pelo Governo ao grupo da Icelandair.

Oiça aqui a reportagem de Odair Santos:

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhão de euros à Loftleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da Cabo Verde Airlines – nome comercial da companhia) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

A companhia, em que o Estado cabo-verdiano mantinha uma posição de 39% (além de 10% a trabalhadores e emigrantes), concentrou então actividade nos voos internacionais. A 6 de Julho deste ano, o Estado assumiu a posição de 51% na TACV, alegando vários incumprimentos na gestão e dissolvendo os corpos sociais.

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