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Dermatite atópica: “As pessoas pensam que isto é só um problemazinho de pele que passa com umas pomadas, mas não é mesmo”

Logótipo de Expresso Expresso 14/09/2021 Cláudia Monarca Almeida

É das doenças inflamatórias de pele mais frequentes no mundo ocidental. Sem cura e com uma incidência crescente, a dermatite atópica “tem um enorme impacto físico e psicológico no doente, levando a uma diminuição muito marcada da qualidade de vida”, explica o dermatologista Tiago Torres. Em Portugal, os doentes queixam-se de que grande parte dos produtos para controlar a doença têm IVA de 23%. Hoje é o Dia Mundial da Dermatite Atópica

Com maior prevalência nas crianças, a Dermatite Atópica pode desenvolver-se em qualquer idade, estimando-se que haja 440 mil casos em Portugal © Jacek Sopotnicki Com maior prevalência nas crianças, a Dermatite Atópica pode desenvolver-se em qualquer idade, estimando-se que haja 440 mil casos em Portugal

“Parecem pessoas completamente diferentes. A pessoa que eu sou neste momento em que estou bem [não tem nada a ver com] a pessoa que fica da cabeça aos pés em carne viva, a cheirar mal da pele morta, com crostas e feridas. É um horror, não me sentia eu.”

O diagnóstico de Maria João Barreto, 23 anos, chegou quando era ainda recém nascida. A jovem de Viana do Castelo - uma de três gémeos, todos com dermatite atópica (DA) - passou uma infância relativamente normal, à parte dos cremes corticóides e das roupas 100% de algodão.

Tudo mudou com a entrada na universidade. Maria foi para Évora estudar arquitetura e, enquanto a DA dos irmãos pareceu atenuar-se, a dela agravou-se. A doença manifesta-se pelo aparecimento de manchas vermelhas, está associada à descamação e provoca comichão e feridas.

“Passou do zero ao oitenta, dos pés à cabeça. Eram noites e dias horríveis”, recorda ao Expresso. “Afetou-me muito, física e psicologicamente. Como todas as jovens, via as minhas colegas bem, a vestirem o que queriam, a maquilhar-se e a sair à noite e eu não podia. Não estava bem, não conseguia vestir-me e muitas vezes nem conseguia andar, nem comer, nem dormir.”

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