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Extrema-direita encerra três dias de encontro em Itália

Em Itália terminou este domingo o encontro do partido de extrema-direita Fratelli d'Italia. O encontro reuniu figuras da direita conservadora italiana e europeia. Destaque para a presença do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. A direita conservadora espanhola também esteve presente. "A direita tem uma boa oportunidade nestes 5 anos de parlamento europeu de mudar o equilíbrio de forças que temos agora. Alguém na Alemanha terá que decidir nos próximos anos se a CDU quer permanecer um governo de esquerda ou se querem criar um governo conservador com a direita do AFD. Este tipo de decisões terão que ser tomadas", afirma Hermann Tertsch, vice-presidente do grupo Conservadores e Reformistas Europeus e membro do partido esapnhol, Vox. Para além do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, o evento contou com a presença de Antonio Tajani do partido Forza Italia e antigo presidente do Parlamento Europeu. Tajani recordou que o problema da imigração requer uma abordagem europeia e não nacional. "A imigração é uma questão que tem que ser resolvida a nível europeu. Não é uma questão nacional, nem sequer é uma questão de portos abertos ou fechados, ou barcos de ONGs... Ou temos uma estratégia de longo prazo ou continuamos a olhar para o lado... mesmo com portos fechados, os barcos pequenos continuam a chegar...", disse Tajani. Segundo a jornalista da euronews em Roma, Giorgia Orlandi, tratou-se de um evento que já vai na 22ª edição e que pela primeira vez acolheu um chefe de governo estrangeiro, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban. O convite teria vindo da presidente do partido "Fratelli d'Italia", Giorgia Meloni. A jornalista adianta que o encontro serviu para dar um novo fôlego à direita mas também para apresentar uma imagem de união. Segundo Orlandi, se em Itália a oposição se apresenta unida contra o governo de coligação atual, a nível europeu as divisões mantêm-se. Não é apenas a Lega de Salvini e os Fratelli d'Italia que integram diferentes grupos parlamentares, mas o próprio Viktor Orbán, ele próprio um símbolo de soberania, prefere permanecer, de momento, no seio do Partido Popular Europeu.
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