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Argentina lembra pior atentado da história

Sirenes e sinos ecoaram por toda a capital argentina (Buenos Aires) para homenagear as 85 pessoas que morreram no pior ataque terrorista da Argentina. 25 anos depois do atentado bombista que atingiu a Associação Mutualista Israelita Argentina (AMIA), ainda ninguém foi acusado. As famílias das vítimas, a comunidade judaica e a sociedade como um todo, exigem justiça. "Como é possível que 25 anos depois não tenha havido uma única pessoa presa por este crime contra a humanidade? A nossa sociedade exige que a justiça seja feita urgentemente, porque entende que não há outra maneira de evitar a repetição dos erros do passado. 25 anos passaram e a ferida continua aberta, uma ferida que não pode ser fechada sem justiça," afirmou o presidente da AMIA, Ariel Eichbaum. A comunidade judaica e a justiça argentina atribuem o ataque ao então governo do Irão e à organização islâmica libanesa Hezbollah. A Amnistia Internacional (AI) pediu ao Estado argentino que reforce a investigação para esclarecer o que aconteceu. "Toda uma geração de argentinos testemunha a impunidade e a falta de justiça. Foi um golpe para todo o país, para o nosso sistema democrático e para todo e qualquer argentino," declarou Presidente da Argentina, Mauricio Macri. De recordar que o ataque à AMIA ocorreu dois anos depois de um atentado bombista contra a embaixada de Israel em Buenos Aires ter provocado 29 mortos. A maioria das vítimas eram civis argentinos, muitas delas crianças. Um fato para o qual também não há condenações.
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