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Palestinianos rejeitam plano Kushner para a paz

Funcionários palestinianos rejeitaram o plano de paz para o Médio Oriente proposto por Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente Donald Trump. O plano, que irá ser revelado em detalhe no Bahrein esta semana, prevê um pacote económico de 50 mil milhões de dólares para Gaza e os territórios palestinianos. Uma destacada funcionária da OLP, Hanan Ashrawi, afirma que o plano consiste em "promessas abstratas" e que apenas uma solução política resolveria o conflito. "O plano criaria um milhão de postos de trabalho na Cisjordânia e Gaza. A taxa de desemprego seria reduzida de cerca de 30% para menos de 10%. A taxa de probreza seria reduzida para metade, se tudo for implementado de forma correta. É um plano a dez anos, duplicaria o PIB deles", disse Jared Kushner, genro e conselheiro de Donald Trump. Segundo o autor do plano, este concentra-se na economia e prosperidade das economias palestiniana e dos estados limítrofes. Os críticos apontam o dedo e dizem que este plano não oferece uma solução política. "Na minha opinião, tudo o que eles dizem é falso. Se eles gerarem 50 mil milhões de dólares, vão decerto parar ao bolso de Kushner. Quanto aos projetos, irão sofrer atrasos e eles vão querer causar fraturas na posição árabe", afirma Abbas Zaki, do movimento palestiniano, Fatah. Segundo funcionários norte-americanos que conhecem o plano de Kushner em mais detalhe, este descarta a solução de dois estados há muito preconizada como a via a seguir. A Casa Branca defende o plano e diz que só mais tarde é que seria encontrada uma solução política.
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