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Não, o perfecionismo não é uma qualidade e “pode até ser destruível”

Logótipo de Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto 08/11/2018 Mariana Botelho
Numa entrevista de emprego, muitos são os que fazem por ‘ganhar pontos’ ao responder que é demasiado perfecionista à questão ‘quais os seus defeitos?’. Mas parece que ser perfecionista é realmente mau.: Não, o perfecionismo não é uma qualidade e “pode até ser destruível” © iStock Não, o perfecionismo não é uma qualidade e “pode até ser destruível”

Os casos que se apontam são os de jovens trabalhadores que tentam a todo o custo ser perfeitos no local de trabalho. A psicóloga Jessica Pryor, que pertence ao grupo de terapeutas que analisa esta questão, refere o caso de um estudante de ciências que lhe chamou a atenção por estar a dirigir-se para a biblioteca com um saco de cama e uma chávena de café. Passar entre 10 a 12 horas nos laboratórios e biblioteca é comum entre tais estudantes universitários, algo que chamou a atenção de Pryor que se focou na análise às consequências deste comportamento.

O perfecionismo extremo pode levar a depressão, ansiedade ou mesmo suicídio em casos mais extremos. O problema começa quando o indivíduo vê o trabalho como foco único e descarta qualquer momento de socialização e lazer.

Aqui fala-se de um tipo de perfecionismo que é auto-orientado, que se baseia no desejo de ser perfeito. Além deste, apontam-se mais dois tipos: o perfecionismo socialmente descrito (desejo de ser aceite por todos os outros) e o orientado por outros, em que se pretende atingir standards de outros.

Em qualquer um destes casos, especialistas notam que a fasquia do que se espera atingir é cada vez mais elevada o que leva a que os perfecionistas sejam cada vez mais exigentes consigo próprio, afetado várias áreas da sua vida – trabalho inclusive.

Como forma de o combater, a psicóloga explica que o tratamento passa por fazer o paciente orgulhar-se de certos feitos pessoais, além de exercícios em que, propositadamente, se deixa pequenos pormenores imperfeitos.

Contrariamente a tais extremismos, o grupo de terapeutas reconhece os casos em que o perfecionismo é algo bom e dá como exemplos o caso de atletas profissionais que têm de facto de treinar demasiado na tentativa de se aproximar da perfeição e assim ter sucesso na sua modalidade.

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