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"A América do Sul tornou-se no novo epicentro" da pandemia, diz OMS

Logótipo de Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto há 3 dias Anabela Sousa Dantas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou a atenção, esta sexta-feira, para o rápido crescimento de casos no Brasil, tendo também chamado a atenção para o uso alargado de hidroxicloroquina.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou a atenção, esta sexta-feira, para o rápido crescimento de casos no Brasil, tendo também chamado a atenção para o uso alargado de hidroxicloroquina. © REUTERS/Denis Balibouse A Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou a atenção, esta sexta-feira, para o rápido crescimento de casos no Brasil, tendo também chamado a atenção para o uso alargado de hidroxicloroquina.

"De certa forma, a América do Sul tornou-se no novo epicentro da doença", disse esta sexta-feira Michael Ryan, diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Emergências Sanitárias, sublinhando que "o [país] mais afetado, neste momento, é claramente o Brasil".

O responsável explicou, na conferência da imprensa daquela organização da ONU, que a Covid-19 está a ganhar terreno no continente sul-americano nas últimas semanas, com especial enfoque nos últimos dias, em que se tem assistido a uma subida galopante do número de casos diários.

Em causa está não só o Brasil (que é o caso mais grave), mas também o Equador, o Chile e o Peru.

O Brasil, porém, é o país com o maior número de casos de infeção e de óbitos relacionados com a Covid-19. De acordo com os dados do Ministério da Saúde brasileiro, até esta quinta-feira, foram confirmados mais de 310 mil diagnósticos positivos e mais de 20 mil vítimas mortais. Tanto o Peru (mais de 100 mil casos) como o Chile (mais de 62 mil casos) também estão a registar crescimento acelerado de diagnósticos positivos.

Todos estes balanços, porém, não serão exatos, tendo em conta a baixa oferta de testes, o que resulta numa subnotificação da doença.

Mike Ryan comentou, ainda, a resposta do governo brasileiro à pandemia, chamando a atenção para a intenção da administração de Jair Bolsonaro em autorizar o uso geral da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, mesmo com todos os alertas em relação aos efeitos secundários. "O governo do Brasil aprovou a hidroxicloroquina e cloroquina para uso alargado. As atuais provas clínicas não apoiam o uso geral deste medicamento no tratamento da Covid-19", alertou.

Recorde-se que, conforme já tinha sido alertado pela Agência Europeia do Medicamento, um estudo hoje divulgado revista médica britânica The Lancet sugere que a cloroquina e hidroxicloroquina podem aumentar o risco de morte e arritmias em doentes hospitalizados com Covid-19.

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