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A pílula reduz a sensação de bem-estar

Logótipo de Delas Delas 20/04/2017 carlabernardino
mau humor © Fornecido por GLOBAL NOTÍCIAS, Publicações, S.A. mau humor

A indicação já não é nova, mas agora há mais um estudo a confirmar que as mulheres saudáveis que tomam a pílula registam uma redução no bem-estar geral. A conclusão está patente numa investigação que estudou 340 jovens e adultas com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos e que foi levado a cabo por investigadores do Instituto Karolisnka, na Suécia, e da Escola de Economia de Estocolmo.

A amostra foi dividida em dois grupos: um primeiro a quem foi prescrita uma pílula contracetiva comum, contendo etinilestradiol e levonorgestrel, e um segundo que tomou um placebo. Nenhum dos grupos sabia que comprimido estava a tomar.

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Apesar destes sinais, o estudo veio despistar efeitos colaterais relativos a sintomas de depressão. Nenhum dos grupos inquiridos notou diferenças, deitando por terra uma investigação dinamarquesa que, no ano passado, evocava o contrário.

Na ocasião, e após o estudo junto de um milhão de mulheres (e que pode ler em detalhe aqui), os investigadores concluíram que a contraceção oral aumentava em 23% o risco de mulheres, com idades entre os 20 e os 34 anos, virem a ter de tomar antidepressivos. Em idades mais baixas, entre os 15 e os 19 anos, o mesmo risco subia para os 80% e para 120% para aquelas que tomavam pílulas compostas apenas de progestagénio.

Agora, nesta análise feita na Suécia – e publicada numa revista da especialidade em fertilidade e esterilidade -, as mulheres que estavam a tomar a pílula consideraram que a sua qualidade de vida era “significativamente mais baixa” – olhando para fatores como humor, autocontrolo, vitalidade e nível de energia – face às que estavam a ser sujeitas à toma de placebos.

Os mesmos investigadores querem também sublinhar que os sintomas denotados são ligeiros, pelo que o estudo deve ser interpretado com cautelas, ainda que os sintomas registados devam ser levados em linha de conta a nível clínico.

“Não queremos que as mulheres deixem de usar contracetivos devido aos resultados que obtivemos, mas se as mulheres estão preocupadas com os efeitos negativos no humor e na qualidade de vida devem discutir isso mesmo com o seu médico”, refere ao jornal britânico The Independent a autora da investigação, Angelica Hirschberg. Lembra a mesma professora que “há outras alternativas que podem ser dadas à mulher”.

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Ao Delas.pt, médico de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, Joaquim Neves, tinha já vincado que “os contracetivos não são todos iguais, não são os mesmos para todas as mulheres e nem sempre é o mesmo para toda a vida”. Para o especialista, afirmou no ano passado, a solução “passa por ir testando qual a formulação que gera menos queixas”, sempre sob vigilância.

“Todos os tipos de contraceção hormonal têm vantagens e desvantagens. O possível efeito no nível de qualidade de vida pode ser de particular relevância para as mulheres que já tiveram sintomas de mau humor anteriormente”, alerta Angelica Hirschberg ao The Independent.

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