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Aprenda a distinguir a dor boa da má ao fazer exercício

Logótipo de Move Notícias Move Notícias 12/01/2018 Redação
mulher-exercicio-fisico-idades-24800 © MoveNotícias mulher-exercicio-fisico-idades-24800

“No pain, no gain” (‘sem dor, sem ganho’) é uma das frases que os preparadores físicos e personal trainers – e alunos – mais gostam de repetir sobre as dores que surgem depois de um treino de alta intensidade.

Essa é uma dor considerada boa, devido aos benefícios que gera para o corpo. Mas, se não houver cuidado, pode facilmente transformar-se numa dor má.

O problema está em saber identificar qual é qual. “Em algumas situações, é difícil diferenciar uma da outra”, reconhece Juan Francisco Marco, professor do Centro de Ciência do Desporto, Treino e Fitness Alto Rendimento, em Espanha.

“A dor boa é aquela que associamos ao exercício físico, que não limita (o movimento) e permite continuar (ao exercitar-se) até ao momento em que o músculo fica realmente esgotado e não trabalha mais”, explica.

Assim, a dor boa sente-se no grupo muscular que trabalhamos, tanto durante o treino como nos dias seguintes. Para quem está a iniciar a sua prática desportiva é natural que fique mais exposto a essa sensação de dor, mas isso não quer dizer que seja algo mau.

O que ocorre são micro ruturas nas fibras que não conseguem aguentar o esforço a que o corpo está a ser submetido, obrigando-o a substituí-las por fibras melhores. Desta maneira, o músculo vai-se desenvolver constantemente, adquirindo mais resistência e força.

Há um ponto de transição depois da chamada dor boa, que geralmente passa despercebido, e que pode levar a uma dor má. É quando se submete o corpo ao exercício em excesso e não se permite que ele tenha o tempo de recuperação de que precisa.

Músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos formam a estrutura do corpo que reage ao stress do exercício físico. Se este stress aumenta muito rapidamente, o organismo pode não responder de maneira efetiva e é necessário um tempo de repouso para se recuperar.

Quando não se respeita este tempo de recuperação, produz-se um excesso de fadiga e stress, o que pode resultar numa dor má.

Uma diferença é que a dor boa vai surgindo gradualmente durante o exercício. Em comparação, a dor má começa praticamente no começo do exercício, quando o músculo está frio.

“À medida que o treino vai avançando, a dor má vai diminuindo porque o músculo vai aquecendo e a articulação vai-se lubrificando. Mas é uma dor que persiste e com o tempo obriga-nos a parar”, descreve o professor Francisco Marco.

“As pontadas comuns devem durar pouco tempo e acontecer durante o movimento dos músculos exercitados. As ruins são sentidas inclusive quando se está parado, sem necessidade de ativar a musculatura”.

É por isso importante conhecer o tipo de dor e como o corpo reage à carga de exercício a que está a ser submetido.

Uma dor, no fim das contas, não deve durar muito tempo ou impedir de realizar o treino físico desejado. Muito menos deveria afetar a vida diária de uma pessoa ao caminhar ou dormir.

Desta maneira, poder-se-á evitar uma lesão mais severa que obrigue o corpo a parar ou, no pior dos casos, requeira a intervenção de um médico ou especialista.

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