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Investigador Bernardo Sousa Pinto distinguido com Prémio Daniel Serrão

Logótipo de Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto 16/06/2017 Lusa
O Prémio Daniel Serrão 2015/2016, que distingue o melhor aluno das três escolas médicas do Norte do país, vai ser entregue a Bernardo Sousa Pinto, que aos 23 anos terminou o Mestrado Integrado de Medicina com 18 valores.: Investigador Bernardo Sousa Pinto distinguido com Prémio Daniel Serrão © iStock Investigador Bernardo Sousa Pinto distinguido com Prémio Daniel Serrão

Em declarações à agência Lusa, o também docente e investigador destacou "a boa investigação" que se faz em Portugal e o "cada vez maior reconhecimento" dado aos investigadores portugueses a nível internacional, mas reconheceu que "ainda há muito caminho para fazer".

Bernardo Sousa Pinto, que enveredou pela investigação na área da alergologia, ingressou no ano letivo de 2016/2017 no Programa Doutoral em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde (PDICSS), desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto, sendo ainda docente de Imunologia, de Bioestatística e de Introdução à Investigação no Departamento em Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS) da Faculdade de Medicina do Porto.

"Este prémio é uma honra. Fico contente, sobretudo por causa do nome do prémio. O Professor Daniel Serrão foi uma grande figura da Medicina, da Bioética e que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente e testemunhar as suas qualidades científicas e humanas", explicou o investigador.

À Lusa, Bernardo Sousa Pinto destacou o "desafio" que é fazer investigação, nomeadamente em Portugal: "Em muitas áreas Portugal não tem condições para competir com outros países, mas temos investigadores de grande qualidade e podemos ser muito bons em algumas áreas, como alergologia. Temos tido trabalhos muito interessantes e com projeção internacional", salientou.

Segundo o docente, "os investigadores portugueses lá fora têm conseguido muito sucesso e por isso também começam a ser mais respeitados no país, é cada vez mais reconhecida a qualidade, a formação e o trabalho que se faz".

Para Bernardo Sousa Pinto "Portugal deu um grande salto na investigação e no apoio à investigação" embora, reconheça "ainda há muito para fazer" em algumas áreas.

"No caso da investigação clínica ainda falta dar esse salto, apesar de ter vindo a despertar cada vez mais atenção e ser reconhecida a sua importância apara a prática clínica, para os pacientes", apontou.

A instabilidade na carreira de investigador no nosso país é outro fator apontado pelo também docente: "Quanto a apoios, comparando com outros países europeus, Portugal ainda não está numa posição cimeira", reconheceu, apontando consequências.

"Acredito que a instabilidade seja um facto dissuasor em Portugal para prosseguir a parte de investigação. É uma questão que me preocupa, mas até ao momento tenho tido grande apoio", disse.

Bernardo Sousa Pinto é natural do Porto e além da investigação encontra satisfação na leitura, na música e no convívio com os amigos e em viagens.

O Prémio Daniel Serrão foi atribuído pela primeira vez em 2002 pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos em jeito de homenagem ao professor, tendo atualmente um valor pecuniário de 1.250 euros.

A entrega do galardão será feita dia 18, data em que se assinala do Dia do Médico.

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