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Saúde feminina: Os problemas mais comuns e os cuidados a ter

Logótipo de Notícias ao Minuto Autor: Vânia Marinho de Notícias ao Minuto | Diapositivo 1 de 1: Importantes sintomas de cancro nos ovários que não deve ignorar

Importantes sintomas de cancro nos ovários que não deve ignorar

Corpos diferentes, preocupações distintas. A mulher é mais propensa a sofrer de certos problemas de saúde e a sua anatomia exige certos cuidados.

O Lifestyle ao Minuto falou com o Dr. Joaquim Neves, médico especialista em obstetrícia e ginecologia, Assistente na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sobre o problemas de saúde a que a mulher deve estar atenta e os cuidados que deve ter.

Que preocupações é que as mulheres têm de ter com a saúde que os homens não?

As preocupações são diferentes conforme o género, existem condições clínicas mais comuns nas mulheres e que podem causar incapacidade ou morte prematura. O cancro é a condição mais conhecida, e como exemplos temos o cancro do colo do útero e da mama, mas as mulheres após os 50 anos podem ainda ser afetadas pelo cancro colorretal. As mulheres são ainda mais vulneráveis às infeções sexualmente transmissíveis, particularmente ao vírus da imunodeficiência humana (VIH). As doenças autoimunes são também mais comuns nas mulheres, como o lúpus, doenças da tiroide, artrite reumatóide e esclerose múltipla.

Em termos ginecológicos e urinários, quais são os principais cuidados que as mulheres devem ter ao longo da vida?

A infeção urinária é típica das mulheres. A anatomia da uretra da mulher e a respetiva localização aumentam as probabilidades de ocorrer a infeção, que é considerada como de repetição se registados três ou mais episódios num ano. Existem fatores de risco que podem aumentar a frequência da infeção, como por exemplo a atividade sexual, a pós-menopausa e a utilização de métodos contracetivos de barreira a nível da vagina (diafragmas).

Como menos comuns existem as alterações anatómicas do aparelho urinário, a cirurgia recente da zona urogenital, algaliação e imunossupressão. As infeções sexualmente transmissíveis são sempre um desafio e ameaça para as mulheres. As infeções genitais como a vaginose bacteriana e a candidiase são bem conhecidas e interferem com o bem-estar e qualidade de vida das mulheres.

Na pós-menopausa, o atrofismo genital é frequente, apesar de muitas vezes não ser referido pelas mulheres, e mesmo durante a visita médica não ser enfatizado, mas a saúde vulvovaginal deve ser valorizada. A visita médica regular ao longo da vida das mulheres pode permitir a elaboração de estratégias que minimizem eventuais situações que podem comprometer a atividade diária e a saúde em geral.

Quando é que a mulher deve ir pela primeira vez ao ginecologista?

O motivo é variável, mas na ausência de queixas a primeira visita em ginecologia deve acontecer antes do início das relações sexuais para planear a contraceção mais adequada.

Há algum tipo de produto ou procedimento de higiene que desaconselhe? E em termos de roupa interior?

Em termos de higiene íntima não devem ser realizados duches vaginais, estes aumentam o risco de destruição do ecosistema vaginal. É comum recomendar roupa interior em algodão para minimizar reações tópicas (alérgicas). O Dr. Joaquim Neves destaca ainda que se recomenda a realização de exercícios pélvicos – os mais conhecidos são os exercícios de ‘Kegle’ - para fortalecer as estruturas do pavimento pélvico e evitar o risco da incontinência urinária, melhorar a atividade sexual e garantir estabilidade postural e equilíbrio. Sublinha ainda que se aconselha que a mulher nunca desvalorize os sintomas que o seu corpo lhe dá de que se passa algo estranho e que procure apoio médico nesses casos e noutros que ache necessário.

© iStock

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