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Restaurante Erva: Há um novo jardim urbano em Lisboa

Logótipo de Boa Cama Boa Mesa Boa Cama Boa Mesa 06/09/2018 Joana Marques Brás
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O conceito é bastante simples: Manter a fidelidade às raízes biológicas, confecionar produtos portugueses com rigor e levar os pratos à mesa com simpatia e de forma sustentável. Um novo restaurante na cidade que confeciona pratos à base de produtos biológicos desperta a curiosidade. Mas quando, além dos ingredientes saborosos e naturais, o espaço é descontraído e decorado com plantas em toda a parte, como se de um jardim se tratasse, sentimo-nos (quase) no campo. É o que acontece no novo restaurante Erva, que mora no Corinthia Lisboa Hotel, em Sete Rios.

© Fornecido por IMPRESA

A open kitchen despretensiosa assegura a proximidade e verdade da casa. Tudo o que se passa entre os tachos está bem visível a todos os clientes. Já a irreverência e originalidade dos pratos depende do chefe Carlos Gonçalves, que acumula conhecimento de várias cozinhas, mas garante que a principal preocupação é servir sabores de qualidade em todos os momentos, mesmo que para isso, por vezes, tenha que fugir à afamada visão “fora da caixa”.

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A ementa espelha as ideologias da casa e segue na mesma direção descomplicada. Para abrir a refeição os snacks tomam conta da mesa e as sugestões são Samos de bacalhau, grão e ovas fumadas (€5), Gamba marinada, abacate e pele de frango crocante (€6) e Batatas bravas, tártaro de lulas e crème fraîche de lima (€5,50). Seguem-se as entradas à base de peixe e marisco, diretamente de Peniche, com Bacalhau fresco com maionese de alho, pickle de cebola e molho unagui (€10,50) e o Carapau com salada algarvia, tomate e beterraba (€14).

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No ponto alto da refeição, o destaque vai para o Polvo na brasa com pimentão fumado, caviar de beringela, couve portuguesa grelhada (€18,50) e a Corvina com arroz de lingueirão e salicórnia (€16), nos produtos do mar, e Pá de cordeiro de leite assada com batata aligot (€24), nas carnes. O conselho é que acompanhe com uma salada de vegetais, que por muito que gostássemos de descrever, seria impossível, já que os ingredientes dependem da oferta do cabaz do Hortelão do Oeste, que por sua vez está entregue ao desejo da natureza. Na dúvida, arrisque, já que a probabilidade de ser saborosa é grande.

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Para terminar, a sobremesa, que vale bem a pena. O Brulée de yuzu, ananás dos Açores e merengue (€8,50) ou o Queijo de cabra da região de Maçussa, alperce, limão e avelã (€8,50) são boas opções.

Por último, mas com lugar de destaque, a decoração do restaurante Erva não deixa ninguém indiferente. Há várias plantas por todo o lado, jardins verticais no meio da sala, vasos nas estruturas que separam as mesas e utensílios agrícolas que deixaram de o ser, para se tornarem na casa de diferentes tipos de vegetação. Os quadros da artista plástica Rueffa expostos na parede são a cereja no topo do bolo, pela sofisticação que conferem ao ambiente, convidativo e muito agradável. A madeira envelhecida das mesas e as cadeiras ajudam a tornar o Erva um verdadeiro jardim citadino que cruza os sabores portugueses com a modernidade lisboeta.

© Fornecido por IMPRESA

O restaurante Erva (Avenida Columbano Bordalo, 105, Lisboa. Tel. 217236300) está aberto entre quarta-feira a domingo, desde o dia 24 de julho.

Esta semana estreou-se nos almoços e o menu executivo, batizado como "menu 50 minutos", pelo tempo que vai durar a refeição, está para muito breve. Fique atento e faça uma visita a este espaço acolhedor.

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