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Restaurantes: “Restrições severas” e “apoios insuficientes” podem levar a 100 mil despedimentos

Logótipo de Boa Cama Boa Mesa Boa Cama Boa Mesa 13/01/2021 BCBM

Inquérito levado a cabo em janeiro revela um setor “exausto”, “sem 'saúde' financeira e mental” após "dez meses de restrições 'severas' acompanhadas de apoios insuficientes”.

© Rui Duarte Silva

Face a um novo confinamento “os empresários da restauração, com especial incidência nos restaurantes, afirmam que terão de despedir entre três a quatro trabalhadores por estabelecimento, o que se prevê que os despedimentos ultrapassem os 100.000 trabalhadores neste primeiro trimestre”, revela a associação.

Para a PRO.VAR (Promover e Inovar a Restauração Nacional), que levou a cabo um questionário junto de empresários do sector, o Governo deve as empresas do setor "com caráter imediato" e ainda criar um programa "APOIAR 2.0, para o último trimestre de 2020, atribuindo um apoio de €280 milhões (apoio a fundo perdido dos custos fixos, com idêntica base de cálculo, 20% das perdas que se estimam serem de 1,4 mil milhões de euros, resultado de 70% de perda homóloga no valor de dois mil milhões de euros), dividido por escalões que contemplem tetos diferentes para perdas superiores a 25% e 40%".

No que respeita a alternativas de funcionamento para os espaços de restauração, o mesmo inquérito, com base em 542 respostas válidas, entre 4 e 10 de janeiro, a maioria considera que a modalidade de 'take-away' "não é solução", já que ficam apenas com as cozinhas a funcionar, com menos trabalhadores, mas com mais custos, preferindo, então, encerrar totalmente.

Caso o Governo não injete liquidez adequada e imediata nas empresas, prosseguiu, "cerca de um terço das empresas do setor da restauração que já se encontram em incumprimento com o Estado, trabalhadores e fornecedores, colocam a hipótese de não reabrir" depois de um novo confinamento.

A PRO-VAR estima, ainda, que, em relação aos incumprimentos, "a situação fique descontrolada, pois mais de dois terços (70,1%) das empresas dizem não estar em condições de cumprir com obrigações futuras".

© ARZICH DA GAMA

Já para a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal -, o novo confinamento exige “um novo quadro de apoio às empresas e seus trabalhadores” além da “imediata disponibilização de todas as medidas já anunciadas pelo Governo”.

A associação dá ainda conta que elaborou um documento síntese resumindo “os apoios e financiamentos a que as empresas podem recorrer na presente data” cujo objetivo passa por “facilitar a compreensão das medidas de apoio que estão efetivamente disponíveis para as empresas”. O resumo pode ser consultado no site AHRESP.

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