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Covid-19: Reino Unido prepara-se para eventual segunda vaga

A batalha contra o novo coronavírus ainda não está ganha, mas com o alívio gradual das restrições no Reino Unido há uma nova ameaça que paira no ar: a de uma eventual segunda vaga da pandemia de Covid-19. Os hospitais mostram-se preparados esse cenário. "Em termos de instalações, estamos a analisar onde é que aumentamos o número de camas de cuidados intensivos disponíveis, assegurando que temos espaços segregados para enfermarias e casos de emergência. Em termos de pessoal, estamos a envolvê-los em programas de aprimoramento, incluindo a Academia de Cuidados Críticos que estamos a gerir, para dotar as pessoas de competências em matéria de cuidados intensivos, de modo a que na eventualidade de deslocarmos mais pessoas para essa área tenhamos profissionais preparados e com vontade de atuar", explicou, em entrevista à Euronews, Alex Whitfield, chefe executiva no Hampshire Hospitals NHS Foundation Trust. Angela Barnes, Euronews - O governo diz que a primeira linha de ação contra uma segunda vaga é a gestão local efetiva. Confinando áreas em que a taxa de infeção é considerada muito alta como já se viu em lugares como Leicester. Se isso falhar serão reintroduzidas outras medidas. Mas está claro que a única solução exequível de longo prazo é a de uma vacina. Enquanto isso, as empresas também preparam a chegada de uma eventual segunda vaga. Emily Taylor faz parte de uma sociedade de advogados. Presta serviços que tradicionalmente envolvem contacto com os clientes, mas começa a acostumar-se ao "novo normal." "O ambiente de trabalho através da plataforma Zoom, por exemplo, provou ser o novo normal e continuaremos a trabalhar assim enquanto for necessário. Temos escritórios em todo o Reino Unido e voltaremos a esses espaços, mas podemos trabalhar remotamente se for necessário. Também é crucial para nós ter as pessoas e os negócios de volta a funcionar de forma segura. Essa é uma das nossas prioridades", sublinhou Emily Taylor, partner na BDB Pitmans. Para os que têm pequenas empresas, como Donna Hubbard, estabelecer novos ambientes de trabalho continuará a ser crítico. "Estamos a preparar-nos para a possibilidade de uma segunda vaga entregando todas as nossas soluções de coaching e preparação online. Estamos a construir a infraestrutura de retaguarda que nos permitirá fazer isso muito bem, por exemplo através da automatização de alguns processos", referiu a coach de fundadora da The Evolve Company. Resta a esperança de que nunca chegue a registar-se uma segunda vaga. O governo, por outro lado, diz que a esperança não é um plano e que é preciso reconhecer que a vida será diferente, pelo menos no futuro próximo.
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