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Estatuto de Hagia Sophia promete atiçar tensões

A Basílica de Santa Sofia está no centro da questão que está a dividir a sociedade turca e que pode atiçar as tensões no país. O Conselho de Estado, mais alta instituição judicial da Turquia, deverá pronunciar-se no espaço de 15 dias sobre um regresso ao estatuto de mesquita de um dos principais símbolos de Istambul, uma intenção do presidente Recep Tayyip Erdogan. O patriarca da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, Bartolomeu I, diz que isso "tornaria milhões de cristãos contra o Islão e [a basílica], que é um ponto de encontro vital entre o Ocidente e o Oriente, tornar-se-ia numa fratura entre os dois mundos". Os representantes da maioria muçulmana defendem a posição de Erdogan. Yunus Genc, diretor da Associação da Juventude da Anatólia em Istambul: "Claro que alguém que é cristão será contra. Mas nós somos muçulmanos e esta terra é governada por muçulmanos desde 1435 [...]. Quero que este monumento sirva como mesquita em Istambul, onde os muçulmanos são maioritários." Construída no século VI pelos Bizantinos, Santa Sofia foi convertida em mesquita pelos Otomanos após a tomada de Constantinopla e, em 1935, transformada em museu pelo pai da turquia moderna, Mustafa Kemal Ataturc. Soner Cagaptay, analista do Washington Institute: " [Erdogan] sente a pressão do apoio popular que diminui e quer remobilizar a base conservadora com populismo e tópicos anti-elitistas. Não é uma questão de um local de oração ou de providenciar uma mesquita onde ela não existe. É o que chamo de nacionalismo muçulmano, uma enfatização da identidade islâmica da Turquia em detrimento dos outros para mobilizar a base conservadora." Também conhecida pelo nome de Hagia Sophia, a imponente edificação é uma das principais atrações turísticas da Turquia e faz parte do património mundial da Unesco.
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