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Racismo contra Marega condenado, noticiado e investigado

Moussa Marega poderia ter entrado para história do futebol pela vitória que deu ao Futebol Clube do Porto, este domingo, contra o Vitória de Guimarães, na Liga portuguesa. Mas foi um dos mais flagrantes casos de racismo que lançou o jogador dos azuis e brancos para as capas dos jornais. Marega marcou o segundo golo contra o clube minhoto, excedeu-se nos festejos e recebeu um cartão amarelo. Pouco tempo depois, abandonava o campo por vontade própria, debaixo de cânticos insultuosos que se recusou continuar a ouvir. Clubes e jogadores demarcaram-se do incidente e prestaram solidariedade. O caso acabou mesmo por passar para a esfera política. O presidente da república portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a reação de Marega foi a "de um cidadão que respeita os valores que devem ser respeitados, respeita a constituição e que manifesta o bom senso, tudo realidades que as manifestações ou provocações racistas sistematicamente violam". Já o primeiro-ministro português, António Costa, afirmou que "o desporto tem de ser um local de convívio, de valorização do melhor que cada um de nós tem e não pode ser o palco nem de violência, nem de expressão de valores que violam a dignidade da pessoa humana, como são o racismo". O incidente provocado por atitudes racistas durante o jogo foi também notícia fora de Portugal. O episódio vai ser investigado pelo Ministério Público, estando o inquérito instaurado nas mãos do Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães.

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