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Empresas recorrem à inteligência artificial para selecionar funcionários

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 25/08/2018 Patrícia Basílio
Robô: Entre os benefícios da utilização da IA estão a economia de tempo, contratação mais assertiva e redução de despesas com o processo de recrutamento © iStock Entre os benefícios da utilização da IA estão a economia de tempo, contratação mais assertiva e redução de despesas com o processo de recrutamento

A inteligência artificial ganha cada vez mais relevância nos processos seletivos. A Vagas.com, empresa de soluções tecnológicas para recrutamento e seleção, começou a utilizar a inteligência artificial há três meses na primeira etapa dos processos seletivos de estágio e trainee de grandes empresas. 

O sistema analisa a expressão facial, a voz e até palavras utilizadas pelos candidatos durante as entrevistas realizadas por videoconferência.

“Com as informações extraídas pelo robô, conseguimos avaliar vícios de linguagem, postura e o nervosismo dos profissionais. A tecnologia compara os dados do candidato com a descrição da vaga para que a seleção seja mais assertiva”, afirma Bruno Abdelnur, especialista de produtos da Vagas.com.

Segundo Abdelnur, este modelo de recrutamento foi aprovado por 80% dos candidatos por não exigir deslocamento e ser mais rápido do que formatos tradicionais. “A ideia é que o sistema possa ser utilizado para todos os cargos de uma empresa, mas não elimine a entrevista pessoal, que é crucial nas últimas etapas do processo seletivo”, diz.

A inteligência artificial foi citada como tendência global no relatório “Global Recruiting Trends 2018” (Tendências Globais de Recrutamento 2018) do LinkedinSegundo o aplicativo, a inteligência artificial é aplicada para realizar a triagem de candidatos (56%) e descobrir novos talentos (58%). Entre os benefícios desse recurso estão a economia de tempo, contratação mais assertiva e redução de despesas com o processo de recrutamento.

Assertividade

Na Embraer, fabricante brasileira de aeronaves, a inteligência artificial foi alicerce do setor de recursos humanos para a seleção de estagiários este ano. De um total de 17 mil candidatos, a empresa selecionou 300 jovens talentos de diversas áreas.

Segundo Carlos Alberto Griner, vice-presidente de pessoas, sustentabilidade e comunicação corporativa da empresa, a assertividade na contratação de estagiários passou de 20% para 70% com a implantação da tecnologia.

A Embraer pede que os jovens respondam a uma série de questões de conhecimentos gerais e pessoais para que seus perfis sejam analisados e comparados com as vagas disponíveis.

“O processo também é mais inclusivo porque revela estudantes que não entrariam em nosso radar pela distância física ou nome da faculdade. Este ano, por exemplo, selecionamos um jovem do interior de Minas Gerais que teve 99% de afinidade com a empresa”, exemplifica Griner.

Com o sucesso da tecnologia, o sistema também está sendo utilizado pela Embraer no processo seletivo do mestrado de engenharia aeronáutica, em parceria com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Com uma média de 3.600 contratações mensais e mais de 78 mil funcionários, a Atento, empresa de contact center, utiliza a inteligência artificial para agilizar e padronizar as etapas de recrutamento.

Entre as tecnologias utilizadas pela empresa estão os chatbots, programas que simulam a fala humana e tiram dúvidas de candidatos sobre vagas pelo Facebook e Telegram. O robô faz a captação de novos talentos e desenvolve uma conversa natural por texto, realizando testes online e até agendando entrevistas.

Há também um sistema que permite o envio de documentos para contratação de funcionários pela internet. Com isso, o processo de admissão foi reduzido de sete dias para 36 horas.

“As únicas entrevistas que ainda são realizadas pessoalmente são solicitadas pelo cliente. Nesses casos, fazemos a primeira entrevista online e, quando o profissional é bem-sucedido, realizamos uma posterior com alguns clientes”, explica Majo Martinez,  vice-presidente de RH da Atento

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