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Ranking global coloca brasileiros entre os profissionais menos confiantes

Logotipo do(a) Você S/A Você S/A 13/06/2019 Camila Pati
© foto/Thinkstock

São Paulo – Profissionais brasileiros estão entre os que menos confiam no mercado de trabalho, na possibilidade de ganhar aumento salarial ou em conseguir emprego em menos de três meses, quando comparados com colegas de outras partes do mundo.

É o que revela o Índice de Confiança Profissional, divulgado pela Michael Page e que mede a percepção de candidatos a oportunidades profissionais, em 37 países diferentes. Para esta edição, participaram do levantamento, 13,4 mil pessoas.

Apesar de o IBGE informar que a taxa de desemprego do trimestre até abril caiu levemente de 12,7% para 12,5% em relação ao trimestre anterior, o cenário de 13,1 milhões de brasileiros desempregados segue pesado. Mais de 4,8 milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego, número recorde.

Mas, ainda que estejam na 27º posição do ranking de otimismo, 6 a cada 10 brasileiros a confiam no mercado de trabalho atual. “A expectativa é positiva, dado que o patamar é baixo”, diz Ricardo Basaglia, diretor da Michael Page. Com números tão desanimadores como base de comparação, não é necessário um grande salto na economia para que haja melhora no cenário.

Confira onde estão os profissionais mais e menos otimistas em relação ao mercado de trabalho:

País% de profissionais que consideram o mercado de trabalho favorável
Estados Unidos79%
Canadá79%
Indonésia78%
Tailândia77%
Índia77%
Peru76%
Emirados Árabes76%
Taiwan75%
México74%
Nova Zelândia73%
Catar73%
Arábia Saudita73%
Colômbia72%
China70%
Alemanha68%
Malásia67%
Chile67%
Inglaterra66%
Média global66%
Austrália65%
Polônia64%
Hong Kong64%
Suécia63%
Marrocos63%
África do Sul63%
Áustria62%
Singapura61%
Brasil61%
Suíça58%
Holanda58%
Portugal56%
Bélgica56%
Japão55%
Argentina55%
Espanha51%
Turquia50%
França50%
Itália44%

Em relação a encontrar emprego em menos de três meses, os brasileiros ficaram na 29ª posição: 59% estavam confiantes de que estariam empregados dentro desse período.

O tempo médio de recolocação tem sido bastante superior a três meses, diz o diretor da Michael Page. Têm mais chances de conquistar emprego, profissionais que conseguem demonstrar como podem melhorar os resultados. “As novas contratações que estão acontecendo estão vinculadas ao aumento de resultado”, diz Basaglia.

O executivo explica que da mesma maneira que consumidores evitam vendedores que se limitam a mostrar o portfólio de produtos, as empresas não valorizam candidatos que apenas descrevem atividades. “A gente gosta de vendedores que entendem a necessidade do cliente e oferecem a solução”, diz. A analogia serve para candidatos a vagas de emprego. Quem conseguir demostrar como resolver os problemas da empresa e alavancar resultados sai na frente.

Confira em que países os profissionais acreditam mais ou menos que estarão empregados em menos de três meses:

País% de profissionais que  acreditam que vão encontrar emprego em  menos de 3 meses
Catar86%
Emirados Árabes85%
México82%
Canadá82%
Estados Unidos81%
Inglaterra80%
Índia80%
Taiwan78%
Peru78%
Nova Zelândia76%
Tailândia74%
Marrocos74%
Japão73%
Indonésia73%
Colômbia73%
Austrália73%
Arábia Saudita73%
Hong Kong70%
África do Sul70%
China69%
Chile68%
Argentina68%
Malásia64%
Média Global64%
França64%
Singapura63%
Suécia61%
Polônia61%
Espanha61%
Brasil59%
Turquia58%
Portugal57%
Bélgica54%
Holanda53%
Alemanha51%
Suíça50%
Áustria49%
Itália37%
 

Outro tema em que brasileiros demonstraram menos confiança foi relacionado ao aumento salarial neste ano. O Brasil ficou na 21º posição, com 59% de respostas positivas nesse sentido, e abaixo da média global, com 61%. No mesmo trimestre de 2018 os resultados foram mais animadores com esse assunto.

Os executivos do Brasil que acreditavam em um acréscimo em sua remuneração representavam 63% ante 61% da média global.  Segundo Ricardo Basaglia, antes de pedir aumento de salário, o profissional deve refletir se suas entregas estão acima da média e verificar se a sua remuneração está defasada em relação aos pares na mesma função, dentro e fora da empresa.

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