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26 ações do Ibovespa desabam entre 10% e 20%; exportadoras se salvam do "sell off" e disparam até 11%

Logotipo do(a) InfoMoney InfoMoney 18/05/2017 InfoMoney
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SÃO PAULO -  O mercado brasileiro viveu dia de crise semelhante ao da falência do Lehman Brothers em 2008. O Ibovespa atingiu nos primeiros minutos de pregão queda de 10% e acionou o "circuit breaker", assim como os contratos futuros de dólar e juros, que atingiram o limite de alta e tiveram suas negociações congeladas por um breve momento na B3.

O principal índice de ações brasileiro caiu 8,80%, a 61.579 pontos, enquanto o dólar futuro registrava alta de 7,98%, a R$ 3,397. Já o dólar comercial encerrou em valorização de 8,15%, a R$ 3,38 na compra e R$ 3,3890 na venda. 

A reação ocorreu na sequência da notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, sobre gravação, feita pelos irmãos Batista, donos da JBS, que mostraria Temer supostamente dando aval para compra do silêncio de ex-deputado Eduardo Cunha.

A contaminação da notícia afetou praticamente todos os papéis do Ibovespa, com exceção das exportadoras, que se salvaram com a disparada do dólar. Somente 6 das 58 ações do índice registraram alta, com destaque para Fibria (FIBR3, R$ 32,25, +11,48%) e Suzano (SUZB5, R$ 13,93, +9,86%), que subiram entre 10% e 11%. Apesar do movimento mais tímido, chamou atenção também as ações da Vale (VALE3, R$ 26,86, +0,07%; VALE5, R$ 25,54, +0,39%), que fecharam no campo positivo, após queda de mais de 7% na mínima do dia. 

Do outro lado, as ações dos bancos apareceram entre as maiores quedas do Ibovespa, mas um pouco distantes das mínimas do dia, com o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 27,08, -19,91%), Bradesco (BBDC3, R$ 26,10, -13,00%; BBDC4, R$ 27,30, -13,11%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,68, -12,05%) e Santander (SANB11, R$ 24,79, -11,15%), afundando entre 11% e 20%. No caso do BB, que viveu o maior estresse entre os 4 gigantes, a queda chegou a 25%. 

Outras ações também se distanciaram das mínimas, como Petrobras (PETR3, R$ 14,40, -10,68%; PETR4, R$ 13,26, -15,05%), que caiu 20% na mínima do dia; e ação da Cemig (CMIG4, R$ 7,01, -20,43%), que no pior momento deste pregão atingiu queda de 42%. A Ambev (ABEV3, R$ 18,75, -4,53%) também amenizou o movimento, após alcançar desvalorização de 8,10%, a R$ 18,05. Nesta tarde, o Deutsche Bank incluiu a Ambev na sua lista de "buy" de curto prazo. Segundo os analistas, a queda de hoje é "exagerada".

Em meio ao "sell off", 26 das 58 ações do Ibovespa fecharam em queda entre 10% e 20%. 

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