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Com pandemia, Dia das Mães perde relevância no varejo paulista

Logotipo do(a) Estadão Estadão 04/05/2021 Márcia De Chiara

Pelo segundo ano seguido, o Dia das Mães, tradicionalmente o “Natal do primeiro semestre” para os comerciantes, por causa do grande volume de vendas, deve perder relevância no varejo paulista, o principal mercado consumidor do País. As vendas do comércio em maio devem somar R$ 57,7 bilhões , com crescimento de 2,5% ante 2020, depois do tombo de 13,3% registrado no ano anterior, nas contas da Federação do Comércio do Estado De São Paulo (Fecomércio-SP).

Um dos meses mais esperados do primeiro semestre para os comerciantes, maio deve ter crescimento pouco expressivo nas vendas. © Daniel Teixeira/Estadão Um dos meses mais esperados do primeiro semestre para os comerciantes, maio deve ter crescimento pouco expressivo nas vendas.

Esse pequeno crescimento, que não repõe as perdas de maio de 2020, será sustentado basicamente pelas vendas de materiais de construção, com avanço de 22,8%. “Esse setor não tem nada a ver com a data”, afirma o assessor econômico da Fecomércio-SP, Altamiro Carvalho, responsável pela projeções. Ele frisa que a data foi praticamente anulada este ano para a compra de itens ligados ao Dia das Mães, como eletroeletrônicos, por exemplo. Esse segmento devem registrar, nos seus cálculos, um recuo de 8,2% no faturamento.

Numericamente, as vendas do varejo em maio só não serão negativas ante as de 2020 por causa do pagamento do auxílio emergencial, observa o economista. Neste mês, R$ 1,54 bilhão devem ser injetados no varejo do Estado de São Paulo por causa no benefício. E, como a propensão a gastar esse dinheiro é muito alta de quem o recebe, rapidamente ele se transforma em vendas do varejo. “Sem o auxílio, o faturamento do Dia das Mães ficaria estável”, observa.

Recorte

O faturamento das lojas que comercializam itens ligados à data, como eletroeletrônicos, farmácias e perfumarias, móveis e decoração artigos de vestuário e supermercados deve atingir neste mês R$ 35,5 bilhões, segundo o estudo. O resultado é 3,1% menor do que o registrado em maio de 2020 e 4,8% aquém do obtido em 2019, quando não havia pandemia.

Das cinco atividades listadas nas projeções da entidade, é esperado crescimento de vendas em relação ao ano passado apenas para as farmácias e perfumarias e lojas de artigos de vestuário, com avanços de 0,9% e 12,6%, respectivamente.

Na comparação com o Dia das Mães de 2019, o único segmento que deve avançar neste ano é o de supermercados, com alta de 15,5% nas vendas. De acordo com a entidade, esse crescimento reflete a injeção de recursos por causa do pagamento do auxílio emergencial. Mesmo que uma cifra bem menor neste ano, em média, de R$ 250 ante R$ 600 em 2020, o benefício deve ser destinado às compras de alimentos e itens básicos.

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