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Ingerência política do governo na Petrobras provoca queda das ações

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 12/04/2019 Gabriel Ponte
Bolsonaro solicitou, ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a manutenção do preço do diesel na 5ª feira. © Tânia Rêgo Bolsonaro solicitou, ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a manutenção do preço do diesel na 5ª feira.

A intervenção política do presidente Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobras na 5ª feira (11.abr.2019) não soou bem aos agentes econômicos. Ao temer a ocorrência de uma nova greve dos caminhoneiros, Bolsonaro solicitou ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, a manutenção do preço médio do litro do diesel repassado às refinarias.

Como resultado da medida, nesta 6ª feira (12.abr), as ações preferenciais da estatal tinham, às 15h35 (horário de Brasília), queda expressiva de 7,32%, negociadas a R$ 25,95.

Os investidores remetem a atitude de Bolsonaro à da ex-presidente Dilma Rousseff, que, durante o 2º mandato presidencial, promoveu intervenções governamentais na petrolífera, como forma de controlar os preços dos combustíveis.

A forte queda das ações da Petrobras, empresa cujos ativos preferenciais e ordinários possuem forte peso na composição de carteira do Ibovespa, provoca perdas nos negócios paulistas. Às 15h35, o índice acumulava queda de 1,81%, aos 93.039 pontos.

A ingerência que assusta o mercado

Na 5ª feira, a Petrobras havia decidido aumentar em 5,7% o preço médio do litro do diesel repassado às refinarias, após mais de 20 dias sem manutenção. O novo valor seria de R$ 2,2662.

Em 26 de março, a companhia havia decidido que a política de preços repassada aos preços do diesel não deveriam sofrer alterações por 1 período inferior a 15 dias.

Desde 22 de março, o preço médio do litro do diesel encaminhado às refinarias é administrado a R$ 2,1432. Bolsonaro teria tomado a decisão após uma conversa, de 20 minutos, com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Os 2 chegaram à conclusão de que a elevação do valor do combustível, no momento, seria inoportuno, e poderia aumentar o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros.

Câmbio estressa

Às 15h35, o dólar norte-americano tinha alta de 0,60%, cotado a R$ 3,881 a venda. A trajetória da moeda norte-americana, durante o dia, refletia a diminuição ao risco, por parte dos agentes econômicos, após a intervenção de Bolsonaro no preço do diesel.

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