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Guedes diz que há possibilidade de estender o auxílio emergencial

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 20/05/2020 Poder360
O ministro Paulo Guedes (Economia) no restaurante Piantas, em Brasília, em evento organizado pelo Poder360 © Sérgio LIma/Poder360 O ministro Paulo Guedes (Economia) no restaurante Piantas, em Brasília, em evento organizado pelo Poder360

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse em conversa com empresários nesta 3ª feira (20.mai.2020) que há estudos dentro do governo para estender o auxílio emergencial.

O benefício é pago aos trabalhadores informais e pessoas de baixa renda prejudicados pelos impactos da pandemia de covid-19 na economia. Os beneficiários precisam estar inscritos do cadastro social do governo e no Bolsa Família, ou fazer o pedido pelos canais de atendimento do banco. O valor é de R$ 600.

O pagamento está previsto para ser efetuado em 3 parcelas de 3 meses (abril, maio e junho). Para estender o prazo, porém, o ministro disse que o valor reduzia para R$ 200. E seria por 1 ou 2 meses a mais. Ele afirmou que não há condições de manter o mesmo valor para os meses seguintes.

A prorrogação do benefício aumenta o gasto do governo federal e ampliaria o deficit das contas públicas, que pode superar R$ 600 bilhões em 2020, segundo o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.

“O que a sociedade prefere, 1 mês de R$ 600 ou 3 de R$ 200?”, questionou Paulo Guedes em conversa com os empresários. Ele disse ainda que o valor é similar ao pago aos beneficiários do Bolsa Família.

O ministro também ressaltou que é preciso fazer com que as pessoas trabalhem, em vez de se manterem com o benefício do governo federal. Guedes declarou que, se o governo ficar adiando o auxílio, “ninguém trabalha”. “Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de 8 anos porque a vida está boa”, afirmou.

O líder da equipe econômica disse também que em algum momento as prateleiras ficarão vazias por falta de produção do país. Disse que é preciso equilíbrio.

DEPENDE DO ISOLAMENTO

O Poder360 apurou no Ministério da Economia que não está resolvido se o valor será de R$ 200 em caso de prorrogação. A decisão dependerá de outras, nos Estados e municípios, sobre a prorrogação do isolamento.

Caso o retorno da economia à normalidade leve mais tempo, avalia-se que será necessário estabelecer 1 valor maior do que R$  200, porque os trabalhadores informais terão a renda reduzida por mais tempo.

A decisão terá de ser tomada dentro de 30 dias aproximadamente. Até lá, a 3ª parcela do auxílio emergencial terá sido paga e será preciso começar a preparação para a seguinte, caso se opte pela prorrogação.

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