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MP-PR pede suspensão de serviços não essenciais e põe em xeque etapa de Cascavel

Logotipo do(a) Grande Prêmio Grande Prêmio 29/06/2020 Grande Prêmio
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O Ministério Público do Paraná ajuizou uma ação civil pública nesta segunda-feira (29) para suspender o funcionamento de serviços considerados não essenciais no estado. A ação impacta diretamente a Stock Car, que planejava fazer sua primeira etapa da temporada 2020 em Cascavel, uma das cidades paranaenses mais afetadas pelo coronavírus nas últimas semanas, já neste domingo.

Apesar da categoria ainda evitar o 100%, o GRANDE PRÊMIO apurou que os pilotos da Stock Car já haviam recebido o protocolo para realização de testes de Covid-19 para correr no próximo final de semana. E que o palco, conforme antecipado pelo GP na última semana, não vai ser mesmo o Velo Città, anteriormente programado para ser visitado – mas, sim, o autódromo Zilmar Beux, em Cascavel.

A ideia da categoria era de ter um protocolo com os padrões da Copa Truck, que foi realizada também na cidade paranaense no último final de semana: sem público, por exemplo, pois um decreto publicado pela prefeitura da cidade permite competições esportivas em tal condição.

Autódromo de Cascavel era o palco favorito a abrir a temporada 2020 (Foto: Stock Car) © Fornecido por Grande Prêmio Autódromo de Cascavel era o palco favorito a abrir a temporada 2020 (Foto: Stock Car)

No entanto, em pedido que seria válido para o Paraná inteiro, o MP-PR colocou a suspensão de atividades esportivas, além do funcionamento de shoppings, academias e de atividades religiosas. Um outro ponto pedido é um lockdown de 15 dias na região de Curitiba e também de Cascavel. Na tradução livre, o lockdown significa confinamento, ou seja, todos em casa. O Governo do Paraná tem até 72 horas para responder ao pedido do MP.

O GP apurou que, nesta segunda-feira, o chefão da categoria Carlos Col se reuniu com a prefeitura de Cascavel e que a Vicar apenas aguardava a documentação para a realização da prova. As equipes se preparavam para correr e aguardavam o alvará para o evento.

Em preocupante crescimento nos números do Coronavírus, o Paraná, que era tido como um dos exemplos no combate à pandemia, tem registrados oficialmente 21.326 casos, além de 613 mortes.

A Copa Truck correu em Cascavel (Foto: Vanderley Soares/+Brasil) © Fornecido por Grande Prêmio A Copa Truck correu em Cascavel (Foto: Vanderley Soares/+Brasil)

PERCALÇOS DA STOCK CAR

Originalmente, a Stock Car tinha a Corrida de Duplas, em 29 de março, em Goiânia, como evento de abertura do campeonato. A sequência contaria com etapas no Velopark, Londrina, Campo Grande e Velo Città, respectivamente em 12 de abril, 17 de maio, 7 e 38 de junho. Desta forma, portanto, cinco das 12 etapas.

Mas o começo do processo necessário de atrasos demorou a acontecer. Apenas em 13 de março, cerca de duas semanas antes do evento de duplas, anunciou oficialmente o adiamento. Antes disso, tentou medidas duvidosas, como barrar a participação de pilotos estrangeiros. A prova passou para o mês de novembro.

Depois, já em abril, começou a falar sobre a possibilidade de correr com portões fechados, mas sequer pensava em voltar à pista antes do fim de junho após um pedido da Chevrolet. “Preservar a vida e a saúde tornou-se prioridade máxima”, dizia a Vicar em nota oficial. A Stock Car queria abrir o campeonato em 28 de junho, mas teve de mudar os planos para 5 de julho.

Ainda houve mais um contratempo: o cancelamento da etapa conjunta da Stock Car com o Súper TC 2000, da Argentina.

Com tudo planejado, a categoria vislumbrava abrir o calendário no Velo Città em 5 de julho, mas se viu favorecida por um decreto da prefeitura de Cascavel, no Paraná, que abria brecha para corrida sem público. Resolveu manter a data e mudar o local, onde poderia correr a reboque do que a Copa Truck fez nos últimos dias. Os pilotos chegaram a receber o protocolo para realização de testes e procedimentos de segurança.

Agora, entretanto, o plano aparenta estar a perigo.

*Com Pedro Henrique Marum, Felipe Noronha e Victor Martins

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